terça-feira, janeiro 29, 2008

Zapping: Rachel Caiano



«Mister Valéry never turns is back on objects, he always looks to the front of the objects.
He is never backwards.»
Ilustração: Rachel Caiano / Texto: Gonçalo M. Tavares

quinta-feira, janeiro 17, 2008

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Zapping: A Dobra do Grito



«O grande sonho de Pollock era ser pintor.»
por Dobra

Zapping: 100nada

«Ali estou eu, no cimo do escadote, livros para um lado, livros para o outro, tira uns, volta a enfiar no espaço disponível já fora de sítio, mãos pretas de pó que limpar a última fila é quando se muda de casa ou de estantes ou as estantes de sítio, a ler lombadas, a ver lombadas partidas de uso e mais voltas, as páginas amareladas, as capas fanadas (o paperback não tem qualidade nenhuma mesmo) e penso: nunca, nunca mais vou reler isto. Não tenho tempo nem para ler o que ainda não li e que gostava de ler, não vou ter para reler o que gostei mas não me parece que valha a pena o gasto de tempo. E é nisto, nesta realidade que bate de vez em quando na prática (porque na teoria toda a gente sabe que não se vai para mais novo) que uma pessoa vê que o tempo não é - de todo - aquela carpete que se estendia sem destino para lá de portas invisíveis.
Agora já se vislumbra a ombreira.
É fodido.»
por Catarina C.

sábado, janeiro 05, 2008

Os mitos da sociedade portuguesa

Este Os Mitos da Economia Portuguesa tem conseguido estar nos meios de comunicação social quase diariamente desde o seu lançamento, há algumas semanas. A última referência vem no artigo de Carlos Fiolhais, no Público de ontem, elogiando a obra e comparando-a a livros como Freakonomics e O Economista Disfarçado.

E diz assim: «A obra explica-nos que o atraso económico português tem muito a ver com o nosso atraso na chegada ao trabalho: segundo o autor, só chegamos a horas ao futebol e à missa.» Mas esse clássico atraso português está directamente relacionado com duas das maiores instituições portuguesas: a Ponte 25 de Abril e o café.

Não é possível ver ou ouvir um qualquer programa matinal na tv ou na rádio durante 5 minutos sem que na emissão surja o Paulo Ferreira de Melo ou um seu qualquer sucedâneo informando que a fila já chega à 2ª ponte do Feijó, a Coina ou, nos piores dias, a Marrocos, mas mesmo assim ainda há quem culpe a ponte pelo atraso de hoje (também já tinha sido ontem e antes de anteontem). E é óbvio que, depois do stress da ponte, ou da linha de Sintra, ou do 24, é necessário um shot de cafeína para o dia começar bem: um cafézinho para aqui, deixa-me cá passar isto da prateleira de cima para a de baixo, um cafézinho para ali, e assim se passa mais um dia de trabalho. Isto está directamente relacionado com a economia, mas no fundo, é um mito da sociedade portuguesa, outro dos quais está a sofrer um forte abalo neste início de ano. Engraçado como a parte de fora dos centros comerciais e edifícios de escritórios me fazem agora lembrar os tempos de escola.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Momento zen de início do ano

"Um padre pouco católico, pouco celibatário e pouco crente, rodeado por bispos fanáticos por golfe e traficantes de livros, num romance tragicómico cheio de inconveniências delirantes."

Assim é apresentado Os Pecados do Padre Music, de Alan Isler, editado pela Ulisseia em 2003.

Feliz 2008 :)