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sábado, março 09, 2013

Um Passo em Frente, Dois Passos Atrás - V.I. Lénine

«Considerei necessário reproduzir agora estas declarações minhas, feitas por escrito, porque mostram exactamente a vontade da maioria de traçar de uma vez uma linha divisória precisa entre, por um lado, as possíveis (e inevitáveis numa luta acalorada) ofensas pessoais, a irritação pessoal devida à violência e ao «frenesi» dos ataques, etc., e, por outro, determinado erro político, determinada linha política (a coligação com a ala direita).
Estas declarações mostram que a resistência passiva da minoria tinha começado imediatamente a seguir ao congresso e provocou logo da nossa parte a advertência de que isso era um passo para a cisão do partido, que isso contradizia manifestamente as declarações de lealdade feitas no congresso e que dela resultaria uma cisão devida unicamente à exclusão de alguém dos organismos centrais (isto é, em consequência de uma não eleição), porque nunca ninguém pensou sequer em afastar do trabalho nenhum membro do partido; que a divergência política entre nós (inevitável, enquanto não estiver esclarecida e resolvida a questão de qual foi no congresso a linha errada: a de Mártov ou a nossa) cada vez mais começa a degenerar em querela mesquinha, com injúrias, suspeitas, etc., etc.»
págs.165-166
 
Um Passo em Frente, Dois Passos Atrás (a crise no nosso partido)
V.I. Lénine
Edições Avante!
Biblioteca do Marxismo-Leninismo
Lisboa, Abril 1978

terça-feira, fevereiro 12, 2013

28 de Setembro, a conspiração da "maioria silenciosa" - Edições Avante!

«Prefácio

Se a ofensiva contra-revolucionária do mês de Setembro de 1974 tivesse sido bem sucedida, teria culminado com a declaração do estado de sítio, os plenos poderes do general Spínola e a instauração de uma nova ditadura. A maior vaga repressiva de sempre teria abafado as forças democráticas e o MFA.
Tratou-se de uma grande e complexa operação desenvolvida nas mais variadas frentes. A reacção procurava provocar a deterioração da situação económica, política e social até um ponto em que se justificasse, como natural e «salvadora», a intervenção, apoiada em forças militares, do então Presidente da República.
Spínola polarizava as actividades das forças conservadoras e reaccionárias. O centro da contra-revolução estava em Belém.
O ataque à «incapacidade» do Governo, as calúnias e intrigas contra o MFA, a campanha anticomunista, os golpes contra-revolucionários em Angola e Moçambique, a agudização artificial de certos conflitos sociais cuja verdadeira intenção política era escondida aos trabalhadores, as tentativas de greves nos transportes, a multiplicação das provocações, a intervenção dos grandes grupos do capital oferecendo demagogicamente investimentos e postos de trabalho - constituiram linhas de ataque convergindo para a manifestação do 28 de Setembro, que deveria aparecer como a «exigência do povo» para que Spínola assumisse plenos poderes.
(...)»

28 de Setembro - A conspiração da "maioria silenciosa"
Edições Avante! (Lisboa, 1975)
Capa: José Araújo