...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
segunda-feira, novembro 04, 2013
quarta-feira, outubro 30, 2013
Feira de edições e objectos esquisitos, na Zona Franca
«A feira conta já com a presença das seguintes editoras: Ghost, Jogos Sem Fronteiras, Fogo Posto, Chili com Carne, Stet Galeria Ambulante, Façam Fanzines e Cuspam Martelos, Jogo And, Buala, Boca, Isabel Brison e Nuno, entre outras. Quem mais se quiser juntar pode enviar um e-mail a confirmar presença para zonafrancaproducoes@gmail. com»
Etiquetas:
Feiras,
Zona Franca
segunda-feira, outubro 28, 2013
segunda-feira, setembro 09, 2013
segunda-feira, setembro 02, 2013
domingo, julho 14, 2013
quarta-feira, junho 05, 2013
excerto do poema VAT 69, de Ruy Belo
Era depois da morte sobre a plana infância
o primeiro natal o cheiro do jornal
lido na adega ou na casa do forno
sentados pensativos sobre a terra húmida
o primeiro natal o cheiro do jornal
lido na adega ou na casa do forno
sentados pensativos sobre a terra húmida
Etiquetas:
Ruy Belo
quarta-feira, abril 17, 2013
terça-feira, março 12, 2013
sábado, março 09, 2013
O Aborto, causas e soluções - Álvaro Cunhal
«A exploração capitalista e a situação social
Estes maravilhosos progressos técnicos não deram porém origem, como se poderia esperar, à abastança dos trabalhadores. Nos nossos dias e no nosso país, ainda há quem julgue que o problema da abundância reside na adopção dos meios técnicos mais modernos. Tal é o caso de António Sérgio, nos seus artigos "Sobre a Agrobiologia" publicados no jornal "O Diabo" (Junho de 1939). Quem assim ponha o problema mostra desconhecer não só os mecanismos da produção capitalista, como a história económica dos séculos XVIII e XIX e em particular da primeira revolução industrial. De facto, quer no campo, quer nos centros industriais, a vida era dificultosa e triste.
Uma grande parte da população não podia comer pão de trigo. A carne escasseava. As reses abatidas eram em número insuficiente. As habitações inabitáveis. As ruas dos bairros operários eram "sujas, cheias de detritos vegetais e animais, sem esgotos, providas permanentemente de charcos fedorentos". Campeava a miséria. A máquina, que, substituindo-se ao esforço muscular, deveria poupar as energias dos operários, trouxe consigo a escravatura das mulheres e das crianças, cujo frouxo rendimento muscular era entretanto suficiente para accioná-las. O Factory Act proibia o trabalho por mais de 6 horas às crianças "parecendo ter"... menos de 13 anos!»
Estes maravilhosos progressos técnicos não deram porém origem, como se poderia esperar, à abastança dos trabalhadores. Nos nossos dias e no nosso país, ainda há quem julgue que o problema da abundância reside na adopção dos meios técnicos mais modernos. Tal é o caso de António Sérgio, nos seus artigos "Sobre a Agrobiologia" publicados no jornal "O Diabo" (Junho de 1939). Quem assim ponha o problema mostra desconhecer não só os mecanismos da produção capitalista, como a história económica dos séculos XVIII e XIX e em particular da primeira revolução industrial. De facto, quer no campo, quer nos centros industriais, a vida era dificultosa e triste.
Uma grande parte da população não podia comer pão de trigo. A carne escasseava. As reses abatidas eram em número insuficiente. As habitações inabitáveis. As ruas dos bairros operários eram "sujas, cheias de detritos vegetais e animais, sem esgotos, providas permanentemente de charcos fedorentos". Campeava a miséria. A máquina, que, substituindo-se ao esforço muscular, deveria poupar as energias dos operários, trouxe consigo a escravatura das mulheres e das crianças, cujo frouxo rendimento muscular era entretanto suficiente para accioná-las. O Factory Act proibia o trabalho por mais de 6 horas às crianças "parecendo ter"... menos de 13 anos!»
págs. 21-22
O Aborto - causas e soluções (tese apresentada em 1940 para exame no 5º ano jurídico da Faculdade de Direito de Lisboa)
Álvaro Cunhal
Campo das Letras (1ª edição)
Porto, Fevereiro 1997
ISBN: 9726100151
Etiquetas:
1997,
Álvaro Cunhal,
Campo das Letras
Um Passo em Frente, Dois Passos Atrás - V.I. Lénine
«Considerei necessário reproduzir agora estas declarações minhas, feitas por escrito, porque mostram exactamente a vontade da maioria de traçar de uma vez uma linha divisória precisa entre, por um lado, as possíveis (e inevitáveis numa luta acalorada) ofensas pessoais, a irritação pessoal devida à violência e ao «frenesi» dos ataques, etc., e, por outro, determinado erro político, determinada linha política (a coligação com a ala direita).
Estas declarações mostram que a resistência passiva da minoria tinha começado imediatamente a seguir ao congresso e provocou logo da nossa parte a advertência de que isso era um passo para a cisão do partido, que isso contradizia manifestamente as declarações de lealdade feitas no congresso e que dela resultaria uma cisão devida unicamente à exclusão de alguém dos organismos centrais (isto é, em consequência de uma não eleição), porque nunca ninguém pensou sequer em afastar do trabalho nenhum membro do partido; que a divergência política entre nós (inevitável, enquanto não estiver esclarecida e resolvida a questão de qual foi no congresso a linha errada: a de Mártov ou a nossa) cada vez mais começa a degenerar em querela mesquinha, com injúrias, suspeitas, etc., etc.»
Estas declarações mostram que a resistência passiva da minoria tinha começado imediatamente a seguir ao congresso e provocou logo da nossa parte a advertência de que isso era um passo para a cisão do partido, que isso contradizia manifestamente as declarações de lealdade feitas no congresso e que dela resultaria uma cisão devida unicamente à exclusão de alguém dos organismos centrais (isto é, em consequência de uma não eleição), porque nunca ninguém pensou sequer em afastar do trabalho nenhum membro do partido; que a divergência política entre nós (inevitável, enquanto não estiver esclarecida e resolvida a questão de qual foi no congresso a linha errada: a de Mártov ou a nossa) cada vez mais começa a degenerar em querela mesquinha, com injúrias, suspeitas, etc., etc.»
págs.165-166
Um Passo em Frente, Dois Passos Atrás (a crise no nosso partido)
V.I. Lénine
Edições Avante!
Biblioteca do Marxismo-Leninismo
Lisboa, Abril 1978
Etiquetas:
1978,
Edições Avante,
Lénine
Conversações com Dmitri e outras fantasias - Agustina Bessa Luís
«Desordem e Travessura
Na hora de mais frequência nas ruas, quando a espessa malha da multidão se cruza evitando-se habilidosamente, incansavelmente artista em não chocar os seus guarda-chuvas, os seus carregos de caixas de cartão vazias, podemos meditar na desordem como numa consequência do ritmo de parentesco. Vemos de súbito toda essa gente, vizinha no seu tempo, nos seus desejos, na sua cidade, parecer explodir em direcções diferentes, procurando ignorar-se e precipitando-se nos intervalos livres dum passeio, duma praça. E se aproximássemos a nossa observação até ao nível das suas opiniões notaríamos que elas dependem mais da oposição ao que lhes é mais idêntico, do que resultam da lógica dos seus interesses. A desordem é a sensibilidade da limitação. Diz Bertolt Brecht que existe a ordem onde não há mais nada. «A ordem é um fenómeno de escassez» - acrescenta.»
Na hora de mais frequência nas ruas, quando a espessa malha da multidão se cruza evitando-se habilidosamente, incansavelmente artista em não chocar os seus guarda-chuvas, os seus carregos de caixas de cartão vazias, podemos meditar na desordem como numa consequência do ritmo de parentesco. Vemos de súbito toda essa gente, vizinha no seu tempo, nos seus desejos, na sua cidade, parecer explodir em direcções diferentes, procurando ignorar-se e precipitando-se nos intervalos livres dum passeio, duma praça. E se aproximássemos a nossa observação até ao nível das suas opiniões notaríamos que elas dependem mais da oposição ao que lhes é mais idêntico, do que resultam da lógica dos seus interesses. A desordem é a sensibilidade da limitação. Diz Bertolt Brecht que existe a ordem onde não há mais nada. «A ordem é um fenómeno de escassez» - acrescenta.»
pág.7
Conversações com Dmitri e outras fantasias
Agustina Bessa Luís
Na Regra do Jogo (2ª edição, Fevereiro 1981)
Agustina Bessa Luís
Na Regra do Jogo (2ª edição, Fevereiro 1981)
Capa e arranjo gráfico: João B.
Etiquetas:
1981,
Agustina Bessa-Luís,
Na Regra do Jogo
A Metamorfose - Franz Kafka
«1
Uma manhã, quando Gregor Samsa despertou de um sonho algo turbulento deu por si transformado numa espécie monstruosa de insecto.
Estava deitado sobre o dorso, tão duro como uma couraça e, erguendo a custo a cabeça, divisou o seu arredondado ventre castanho, segmentado numa nítida ondulação. As cobertas escorregavam, irremediavelmente, desse ventre móvel, e as pernas de Gregor, inexplicavelmente finas para a massa do corpo de onde brotavam, agitavam-se num desamparo, diante dos seus olhos.
"Que terá acontecido?", pensou. Sonho não era.»
Uma manhã, quando Gregor Samsa despertou de um sonho algo turbulento deu por si transformado numa espécie monstruosa de insecto.
Estava deitado sobre o dorso, tão duro como uma couraça e, erguendo a custo a cabeça, divisou o seu arredondado ventre castanho, segmentado numa nítida ondulação. As cobertas escorregavam, irremediavelmente, desse ventre móvel, e as pernas de Gregor, inexplicavelmente finas para a massa do corpo de onde brotavam, agitavam-se num desamparo, diante dos seus olhos.
"Que terá acontecido?", pensou. Sonho não era.»
pág.5
A Metamorfose
Franz Kafka (versão: Augusto do Carmo Vaz)
Ilustrações: Pedro Nora
Íman Edições / Bedeteca de Lisboa
Colecção Livros de Oz (Maio de 2001)
ISBN: 9728665083
Etiquetas:
2001,
Bedeteca de Lisboa,
Franz Kafka,
Íman Edições,
Pedro Nora
sexta-feira, março 01, 2013
Salazar visto pelos seus próximos (1946-68) - Jaime Nogueira Pinto (organização)
«Reunir os testemunhos de colaboradores próximos de Salazar pode ter - tem - o interesse de trazer elementos sobre o «factor humano» de alguém que passa por não o ter tido; ou, pelo menos, de levar tal factor em pouca conta. Na verdade, de Salazar ficou sobretudo a obra - (ou as obras), académica, governativa, político-doutrinária -, obras julgadas ou pelo menos qualificadas com perspectivas antípodas pelos contemporâneos, consoante admiradores ou críticos, segundo estiveram com ele ou contra ele. Ainda hoje.»
pág.XI (Prefácio, Jaime Nogueira Pinto)
«De tal resultaram pressões intensas sobre Portugal, coniderando-se que, após mais de vinte anos de regime autoritário - embora autoritarismo limitado pelo Direito e pela Moral cristã, e não totalitário -, seria o momento de o Estado Novo dar lugar a uma democracia pluralista. Mas havia pelo menos uma razão decisiva - repete-se decisiva - que impedia o estabelecimento, na época, em Portugal, dessa democracia pluralista. É que a influência que, em semelhante democracia, poderia surgir e decerto surgiria da parte de movimentos esquerdistas, inclusivamente socialistas-democráticos e socialistas-comunistas, conduziria à impossibilidade de manter a integridade do Conjunto Português - Metrópole e Ultramar -, mesmo dentro da Solução Portuguesa e da Política Ultramarina Portuguesa que adiante se referirão. Insiste-se: o estabelecimento, então, de uma democracia pluralista em Portugal teria como consequência, imediata ou a curto prazo, a perda do seu Ultramar.»
págs.125-126 (Kaúlza de Arriaga)
Salazar visto pelos seus próximos (1946-68)
Jaime Nogueira Pinto (organização), Luís Filipe Leite Pinto, Kaúlza de Arriaga, António da Silva Teles, et al
Bertrand Editora
2ª edição (Maio 1993)
Etiquetas:
1993,
Bertrand,
Jaime Nogueira Pinto,
Salazar
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
25 de Novembro sem Máscara - Pinheiro de Azevedo
De um patriota que tudo tentou - bem ou mal, com mais ou menos sorte, porventura acreditando demasiado em pessoas que talvez não merecessem a confiança de homens de bem - mas de um patriota que tudo tentou para impedir, e depois ao menos minimizar, a destruição de Portugal como pátria livre.
Pertenci ao MFA e nessa qualidade fui membro da Junta de Salvação Nacional, presidindo mais tarde ao VI Governo Provisório. Muitos portugueses pensarão que terei participado de longa data nos actos conspiratórios, nas decisões ou acordos secretos que levaram ao levantamento militar do 25 de Abril de 1974. Nada menos correcto. É importante que neste testemunho - grave e sério, de alerta ao povo do meu País - todos os detalhes, por mais insignificantes, correspondam rigorosamente à verdade dos factos.»
págs.11-12
25 de Novembro sem Máscara
Pinheiro de Azevedo
Editorial Intervenção
Braga, 1979
Subscrever:
Mensagens (Atom)






