sábado, janeiro 12, 2013

Barnabé - O blogue que a direita detesta

«As indignações de Vasco
«As pessoas que escrevem nos blogues, como muitas das que escrevem nos jornais, como as que falam na televisão, dão aquilo que elas julgam que serão opiniões. Políticos falhados, jornalistas frustrados e tanta outra gente completamente iletrada, que não conhece os assuntos, e podiam dizer aquilo, ou o contrário, que era igual ao litro. Mesmo a maior parte dos cronistas são ignorantes, e o que escrevem são crónicas desnecessárias ou desabafos, aquilo a que chamo jornalismo de indignação. Mas faz muito sucesso, porque como as indignações são básicas, há muita gente a partilhá-las, e a ficar feliz por o senhor X, que até escreve no jornal, pensar como elas.» Vasco Pulido Valente à Notícias Magazine.
Retirei a citação do blogue abre-latas, que também se indigna com alguma facilidade. Não li a entrevista que a Notícias Magazine fez a Vasco Pulido Valente. Porquê?
1 - Porque nunca leio a Notícias Magazine.
2 - Porque Vasco Pulido Valente já não diz mal de ninguém. Limita-se a dizer mal de toda a gente.
3 - Porque Vasco Pulido Valente, apesar de ser muito inteligente e ainda mais talentoso, está sempre demasiado indignado.
4 - Porque Vasco Pulido Valente, em entrevistas, já diz sempre o que eu quero ouvir e a mim apetecia-me ouvir qualquer coisa que ele ainda não tivesse dito.
5 - Porque, apesar de tudo, se é para ser sempre neste estilo, acho mais graça ao Luiz Pacheco. Também é inteligente, também é talentoso e leva-se menos a sério. Nunca se indigna.
Publicado por danieloliveira /
quinta-feira 29 janeiro 2004 03:17»
pág.139-140

«Temos? Tu e mais quem?
«Não há cura. Trinta anos depois, temos saudades de Salazar e continuamos talhados para a ditadura.» João Pereira Coutinho, no Expresso.
Publicado por celsomartins / domingo 01 fevereiro 2004 18:34»
pág.140

«Já encontrar as armas vai ser canja
«O mais difícil - capturar o antigo ditador [Saddam Hussein] - já foi conseguido.» José Manuel Fernandes
Publicado por danieloliveira / segunda-feira 15 dezembro 2003 14:29»
pág.188

Barnabé - O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?
André Belo, Celso Martins, Daniel Oliveira, Pedro Oliveira, Rui Tavares
Oficina do Livro (Novembro 2004)
9895550898

quinta-feira, agosto 16, 2012

quarta-feira, agosto 15, 2012

sexta-feira, junho 22, 2012

Esquinas e quedas

post de José Mário Silva, publicado no Bibliotecário de Babel


Prémio Nacional de Poesia
Autor: Nuno Moura
Editora: Mia Soave
N.º de páginas: 44
ISBN: 978-989-97215-1-7
Ano de publicação: 2012

Nuno Moura é um dos elementos mais desalinhadamente activos da poesia portuguesa contemporânea. Ex-jogador de pólo aquático, ex-publicitário, tem sido um declamador todo-o-terreno de versos seus e de outros – a solo, em dupla (COPO, com Paulo Condessa) ou em grupo (Ventilan) –, além de responsável por projectos editoriais arriscados, sempre à margem dos circuitos estabelecidos. Depois da Mariposa Azual, fundou recentemente a Mia Soave – assumidamente uma «editora de vão de escada», que se estreou a publicar um livro de poemas de Alberto Pimenta (Reality Show ou a alegoria das cavernas, acompanhado por um CD com temas originais de Ana Deus e Alexandre Soares).
Agora, em Prémio Nacional de Poesia, igualmente com um disco de bónus (14 temas musicados por José Ferreira, a partir de textos antigos de Nuno Moura, ditos pelo próprio ou cantados por Beatriz Nunes, a nova voz do Madredeus), volta a prevalecer a dimensão oral desta escrita: «O que aqui se lê em silêncio foi escrito para ser lido ao vivo.» Performativa e surrealizante, a prosa poética de Nuno Moura é um mecanismo imparável de sabotagem e rebeldia, um exercício de liberdade livre em doses generosas.
«Entre o pensamento e a fala, dentro do dicionário completo de sons, dois amantes abraçam-se.» O resto é caos, espalhafato, provocação (farpas a rodos; tiro ao alvo a tudo o que mexe, de musas a críticos), uma energia que muitas vezes acende a página, mas outras vezes se dissipa, palavrosa, no abismo da escrita automática. É um poema «de esquinas e de quedas», sempre a fugir, desobediente, «rasando o canteiro cheio de terra e de folhas». Com ele, diz o poeta, «as miúdas vão voltar a gritar nos recitais». Esperemos que sim.

Avaliação: 7/10

[Texto publicado no suplemento Actual, do semanário Expresso]

sexta-feira, junho 15, 2012

quinta-feira, junho 14, 2012

Curso de Escrita Criativa, por João Rafael Dionísio, n'O Século



Escrita Criativa

Misturar as Palavras com a Liberdade

por Rafael Dionísio

Príncipe Real (Segundas de Quartas; 18, 20; 25 e 27 de Junho de 2012)

Primeira Sessão
Apresentação. Dissertação inicial sobre livros e escrita. Ordenar Palavras. Listagens. Reordenar palavras e expressões. A proto-frase.

Segunda Sessão
Escrita Automática. O Sintagma Nominal. Intersecção de Campos Semânticos.

Terceira Sessão
Diálogos Surrealistas. Interpretação escrita de manchas do tipo Rorschach. Exercícios ligeiramente mais complexos.

Quarta Sessão
Mini interpretação/narrativa especulativa sobre imagens de edifícios. Exercício catártico. Conclusões. Entrega dos diplomas.

Nota Biográfica:
Rafael Dionísio é escritor, nasceu em 1971, publicou, além de dispersos, sete livros, (três romances, dois de poesia e dois de prosa poética). Prepara a edição um romance de maior fôlego. Ministra cursos de Escrita Criativa desde o fim dos anos noventa, principalmente orientados para a construção da narrativa. Prepara uma tese de doutoramento na área da Crítica Textual intitulada A Produção de Ernesto de Sousa sobre Arte, História da Arte e Estética . Gosta de ler, aprender, discutir coisas, conversar, desconstruir inventar, jogar e, claro, escrever.

terça-feira, junho 12, 2012

segunda-feira, junho 11, 2012

sexta-feira, abril 13, 2012

Livrarias Assírio & Alvim



Em Lisboa, na Rua Passos Manuel, 67 B, e no Pátio Siza - Rua Garrett, 10 / Rua do Carmo, 29 (ao Chiado).

Boas leituras

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

quarta-feira, fevereiro 08, 2012