«O título tem a mesma métrica do título do filme recente com a Julia Roberts, mas na verdade "Ouvir, Falar, Amar" é a substância da comunicação e não há volta a dar.»
...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
sábado, março 26, 2011
ó Laurinda, vai mas é fazer vestidos por medida e deixa-te de plágios
«O título tem a mesma métrica do título do filme recente com a Julia Roberts, mas na verdade "Ouvir, Falar, Amar" é a substância da comunicação e não há volta a dar.»
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Tens piadas muita giras...
sábado, março 12, 2011
chegou hoje
«A literatura da segunda metade do século XX é um campo bastante batido e pareceria improvável que houvesse ainda obras-primas à espera de serem descobertas nas línguas mais importantes, intensamente patrulhadas. E, no entanto, há cerca de dez anos, vasculhando num caixote de livros de bolso no exterior de uma livraria da Charing Cross Road, em Londres, deparei precisamente com um desses livros, Verão em Baden-Baden, que eu incluiria entre as obras mais belas, exaltantes e originais do que há de melhor num século de ficção e de paraficção.As razões da obscuridade do livro não são difíceis de supor. Para começar, o autor não era um escritor profissional. Leonid Tsípkin (1926-82) era médico - na verdade, um conhecido investigador na área da medicina, que publicou perto de uma centena de artigos em publicações científicas na União Soviética e no estrangeiro. Mas - abandonem-se quaisquer comparações com Tchekov e Bulgakov - este escritor-médico russo nunca viu uma única página da sua obra literária publicada em vida.
(...)
Em princípios de Março de 1982, Tsípkin foi falar com o chefe do serviço de vistos de Moscovo, que lhe disse: «Senhor doutor, o senhor nunca será autorizado a emigrar.» A 15 de Março, uma segunda-feira, Sergei Drozdov informou Tsípkin de que a partir desse dia deixaria de pertencer ao Instituto. Nesse mesmo dia, o filho de Tsípkin, que fazia uma pós-graduação em Harvard, telefonara para Moscovo a anunciar que no sábado anterior o pai passara a ser finalmente um autor publicado. Azary Messerer conseguira que um semanário de emigrados russos de Nova Iorque, Novaya Gazeta, aceitasse Verão em Baden-Baden, que seria publicado em folhetim. O primeiro episódio, ilustrado com algumas fotografias de Tsípkin, fora publicado no dia 13 de Março.
Na manhã do sábado seguinte, 20 de Março, dia em que fazia sessenta e seis anos, Tsípkin sentou-se à secretária para continuar a tradução para russo de um texto médico inglês - traduzir era uma das poucas maneiras de ganhar a vida que restavam aos refuseniks (cidadãos soviéticos, normalmente judeus, a quem tinham recusado vistos de saída e que tinham sido despedidos dos empregos). Subitamente sentiu-se mal (um ataque de coração), deitou-se, chamou pela mulher e morreu. Tinha sido um autor de ficção publicado durante sete dias exactamente.»das páginas 39 e 46 de Ao Mesmo Tempo, de Susan Sontag, editado pela Quetzal em 2011
Verão em Baden-Baden, de Leonid Tsípkin, foi editado pela Gótica em 2003
terça-feira, março 08, 2011
segunda-feira, março 07, 2011
A Very Kraftwerk Summer
«Published late last year, Christopher Hutsul's "A Very Kraftwerk Summer" (Koyama Press) is a tiny little fictional story of a summer spent with Kraftwerk. We follow Geoffrey, a kid hanging out with Kraftwerk - getting haircuts, setting off firecrackers, and going to the movies throwing popcorn at Devo, sitting in front of them.»

Para descobrir através do blog Düsseldorf Hbf, e das páginas da editora, a Koyama Press, e do autor, Christopher Hutsul.

Para descobrir através do blog Düsseldorf Hbf, e das páginas da editora, a Koyama Press, e do autor, Christopher Hutsul.
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Ilustração,
Zapping
domingo, março 06, 2011
Agnès Varda e a leitura
«Vou encontrar Agnès Varda, combinei uma entrevista, fui convidada para um café. A conversa vai começando, enquanto ela resolve mudar a água de um jarro de flores. Conta-me estar muito cansada. «Levanto-me muito cedo, tenho muito trabalho e preciso de acordar às seis e meia da manhã para conseguir ler um bocado... Voltei a ler Proust... Se não lemos tornamo-nos imbecis». Deita-se então num pequeno divã dividindo-o com um grando quadro que se encontra aí encostado nas almofadas.»da pág.33 do livro Agnès Varda, os filmes e as fotografias, editado em 1993 pela Cinemateca Portuguesa, por ocasião do ciclo cinematográfico e da exposição fotográfica com o mesmo nome.
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Cinema
domingo, fevereiro 27, 2011
sábado, fevereiro 26, 2011
já cá canta
«João nunca tirou uma lasca que se veja de Conceição, os seus alvos há muito que são outros, mais testosterona, menos sapatos de salto alto (tem dias), mais arre-macho, menos mala-do-sport-billy-com-tudo-lá-dentro. É um gosto com alicerces bem fincados no subsolo da Cidade, das suas vidas mais ou menos normais, pelo menos da superfície para cima. Corria o ano de mil nove e oitenta, assim mesmo, por extenso e à laia de bagaceira que muito se consome pelas nossas bandas, e na mesma semana em que se despedaçava em Camarate o avião do nosso descontentamento abria o Trumps ao Príncipe Real, geografia cujos pontos cardeais troçam do Norte e preferem o Blush, e assim sucessivamente, como afirmava o velhote dos filmes sobre pentelhos.»pág. 25
terça-feira, fevereiro 22, 2011
sábado, janeiro 29, 2011
Diários Gráficos em Almada

via Blogtailors, via Ler. a não perder: a exposição (de 29 de Janeiro a 16 de Abril, em Almada, no Museu da Cidade, a poucos minutos da estação de comboios do Pragal) e o catálogo (também disponível via issuu).
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Hoje em dia não há exposições de jeito,
Ilustração
sexta-feira, janeiro 28, 2011
esse não temos, mas temos este, que é quase igual. a sério
Recebemos hoje uma caixa da Bertrand na qual vem facturado o livro "Servir para Liderar - uma história da verdadeira essência da liderança". Em vez desse enviaram o "Tudo o que precisas de saber para seres uma miúda supergira".
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Tens piadas muita giras...
domingo, janeiro 16, 2011
com a beatificação de João Paulo II a 1 de Maio lembrei-me que
as beatificações estão para as livrarias religiosas como as alterações na legislação estão para as livrarias jurídicas
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Tens piadas muita giras...
quarta-feira, janeiro 12, 2011
segunda-feira, janeiro 10, 2011
sábado, janeiro 08, 2011
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
Carlos Drummond de Andrade
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Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, dezembro 29, 2010
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