Artigo do i sobre António Feio. Em baixo, aquele sketch para Os Contemporâneos:
...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
sábado, julho 31, 2010
quarta-feira, julho 21, 2010
Renascer (Diários e Apontamentos 1947-1963) - Susan Sontag
«É superficial encarar um diário apenas como um receptáculo dos pensamentos privados e secretos de cada um - como um confidente surdo, mudo e analfabeto. No diário não só me exprimo de uma forma mais aberta do que faria com qualquer pessoa, mas crio-me a mim própria. O diário é um veículo para o meu sentido de individualidade. Representa-me como emocional e espiritualmente independente. Em consequência (infelizmente) não é um registo simples da minha vida diária - e em muitos casos - oferece uma alternativa a ela.»Muito em breve, numa livraria perto de si.
terça-feira, julho 13, 2010
segunda-feira, maio 24, 2010
sábado, maio 22, 2010
terça-feira, maio 18, 2010
sábado, maio 15, 2010
E se enfiassem as situações atípicas naquele sítio?
«Devido a um conjunto de situações atípicas - as condições atmosféricas adversas que se fizeram sentir durante alguns dias, a visita do Papa a Lisboa e as comemorações da vitória do Benfica no Campeonato Nacional - que condicionaram a visita à Feira do Livro de Lisboa, a 80ª Feira do Livro de Lisboa vai ser prolongada até ao próximo dia 23 de Maio.»
E foi assim que a APEL comunicou hoje ao público (através da sua página na internet) o prolongamento de uma semana da actual Feira do Livro. Chamar situações atípicas à visita do Papa e à vitória do Benfica (que já se sabia irem acontecer durante a Feira) e à chuva (imagino o que teriam dito se tivesse nevado) para justificar mais uma semana de caixas a facturar, é ainda mais ridículo que o fecho antecipado de 45 minutos no dia do FC Porto - Benfica (quando a Feira ficou deserta a partir das 19h30) e aquele (não) encerramento às 18h00 no Sábado passado porque tinha chovido.
Já se sabe que a maior parte dos participantes na Feira querem que esta esteja aberta mais tempo (daí o alargamento do horário este ano) dado que apenas uma minoria tem livrarias nas quais pode vender directamente ao público todo o ano. Porque não pensam nisso antes e param com estas palhaçadas a meio da Feira? Ou pensam que é fácil coordenar horários para as centenas de pessoas que nela trabalham, muitas delas a fazer jornadas diárias de 12 ou 14 horas? Assumam-se e tenham a coragem de propôr uma Feira de 2011 com seis semanas de duração, aberta das 10h às 23h. E depois até pode ser que a fome dê lugar à indigestão.
E foi assim que a APEL comunicou hoje ao público (através da sua página na internet) o prolongamento de uma semana da actual Feira do Livro. Chamar situações atípicas à visita do Papa e à vitória do Benfica (que já se sabia irem acontecer durante a Feira) e à chuva (imagino o que teriam dito se tivesse nevado) para justificar mais uma semana de caixas a facturar, é ainda mais ridículo que o fecho antecipado de 45 minutos no dia do FC Porto - Benfica (quando a Feira ficou deserta a partir das 19h30) e aquele (não) encerramento às 18h00 no Sábado passado porque tinha chovido.
Já se sabe que a maior parte dos participantes na Feira querem que esta esteja aberta mais tempo (daí o alargamento do horário este ano) dado que apenas uma minoria tem livrarias nas quais pode vender directamente ao público todo o ano. Porque não pensam nisso antes e param com estas palhaçadas a meio da Feira? Ou pensam que é fácil coordenar horários para as centenas de pessoas que nela trabalham, muitas delas a fazer jornadas diárias de 12 ou 14 horas? Assumam-se e tenham a coragem de propôr uma Feira de 2011 com seis semanas de duração, aberta das 10h às 23h. E depois até pode ser que a fome dê lugar à indigestão.
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Feiras
terça-feira, maio 11, 2010
É ainda a mesma a espera que sofremos.
Este verso do Alba anda-me a dar luta há algum tempo, mas acho que é disso mesmo que ele estava a falar.
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Sebastião Alba
sábado, maio 08, 2010
quinta-feira, maio 06, 2010
OS PEQUENOS LISBOETAS
2.
Cabeça vertical
Calça preta
Passa o dia de maleta
Não usa cão
Vai ao Tejo
Sobe ao Chiado
Cisma no Camões
E torna a descer
À noite olha o tecto
Pensa
Na mecânica celeste
A mulher é loura
Madura
E tem amante aos sábados
2.
Cabeça vertical
Calça preta
Passa o dia de maleta
Não usa cão
Vai ao Tejo
Sobe ao Chiado
Cisma no Camões
E torna a descer
À noite olha o tecto
Pensa
Na mecânica celeste
A mulher é loura
Madura
E tem amante aos sábados
António Dacosta, em A Cal dos Muros (Assírio & Alvim, 1994)
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Quintas de Poesia
segunda-feira, maio 03, 2010
nenhum desejo é benigno, pois luta sempre, de alguma forma, contra algo que já existe
da biblioteca Gonçalo M. Tavares, excerto do texto sobre Slavoj Zizek
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Gonçalo M. Tavares,
Slavoj Zizek
sábado, maio 01, 2010
quinta-feira, abril 29, 2010
As coisas passaram-se assim: meu avô
teve um desgosto de amor, quis matar-se.
Atirou-se do Castelo de S. Filipe
mas não se matou, ficou ali, primeiro
a gemer e depois inconsciente, julgava
que tinha morrido. Um pastor de ovelhas
encontrou-o e levou-o para o hospital.
No hospital meu avô percebeu
que não tinha morrido, a irmã da regente
interessou-se por ele e casaram.
Do casamento nasceram três filhos,
meu pai foi um deles. Sou portanto neto
do acaso e o acaso é o meu pai.
teve um desgosto de amor, quis matar-se.
Atirou-se do Castelo de S. Filipe
mas não se matou, ficou ali, primeiro
a gemer e depois inconsciente, julgava
que tinha morrido. Um pastor de ovelhas
encontrou-o e levou-o para o hospital.
No hospital meu avô percebeu
que não tinha morrido, a irmã da regente
interessou-se por ele e casaram.
Do casamento nasceram três filhos,
meu pai foi um deles. Sou portanto neto
do acaso e o acaso é o meu pai.
Helder Moura Pereira, em A Tua Cara Não Me é Estranha (Assírio & Alvim, 2003)
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Helder Moura Pereira,
Quintas de poesia
quarta-feira, abril 28, 2010
sábado, outubro 03, 2009
sexta-feira, outubro 02, 2009
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