terça-feira, agosto 18, 2009

quinta-feira, julho 16, 2009

Venham daí



Junto à Gare do Oriente, em frente à Sonaecom

segunda-feira, junho 29, 2009

O Império dos Dragões - Valerio Massimo Manfredi

Devo confessar que escrever uma crónica, ou mesmo um simples texto, pode transformar-se numa tarefa Hercúlea, se o objecto a analisar for por exemplo um romance de Valerio Massimo Manfredi. Conhecido professor de Arqueologia Clássica na Universidade Luigi Bocconi (em Milão), Historiador e Arqueólogo, Manfredi tem brindado de largos anos a esta parte os leitores de todo o mundo com os seus romances históricos. Se Manfredi fosse apenas mais um romancista, entre as centenas que preenchem as estantes das Livrarias que se dignam possuir uma secção de romance histórico, talvez a crónica fluísse mais facilmente. Manfredi, porém, é uma excepção, com toda a complexidade e maturidade literárias, assim como a narrativa de carácter Histórico que povoam e caracterizam as suas obras.

Devo confessar que após a leitura da trilogia Alexandre, o Grande, custou-me acreditar que o mesmo autor conseguisse atingir um grau de envolvência tão superior entre a obra e os seus leitores, como acontece agora com o seu último romance, O Império dos Dragões.
Será de todo fundamental e prioritário que se tome noção que este romance é uma viagem que levará o leitor da Anatólia até à China, levando como companhia primária o grande protagonista que é Metelo, Marco Metelo Áquila, legado da Segunda Legião Augusta.

A narrativa transporta-nos para um período que ficará conhecido na História como “Anarquia Militar” (235-268), mas mais precisamente para o ano 260, na cidade de Edessa, na Anatólia, cidade que se vê na iminência de ser invadida pelos Persas. Devo fazer referência ao leitor que esta cidade não é o único foco de grande perigo para o Império Romano, já que mesmo a própria “Itália” se encontra por várias vezes em risco de ser invadida por outros grandes e portentosos inimigos Romanos, os Germanos, chegando estes a penetrar territórios tão distantes como a Grécia ou os Balcãs. Esta terrível situação levará mesmo o Imperador Valeriano (253-260) a dividir o Império entre si e o seu filho Galieno, como forma de melhorar a estabilidade administrativa assim como a eficácia militar do Império. Valeriano, Imperador Romano, aceita encontrar-se às portas da Cidade de Edessa, com Sapor I, Rei dos Persas, com o intuito de ser encontrada a paz: no entanto, este suposto encontro não é mais do que uma armadilha, que levará ao cativeiro Valeriano, assim como os seus homens, sendo de realçar o comandante Metelo.

Este cativeiro será o ponto de partida de todas as aventuras, tensões e confrontos, que farão do leitor mais um companheiro de viagem de Marco Metelo, dos seus Centuriões Quadrato e Balbo, do Optio Antonino Salustio, assim como dos sete Legionários Emílio, Septímo, Luciano, Públio, Rufo, Severo e Marciano. Viagem esta que nos mostrará a intensidade dos combates em que somos transportados por Manfredi para o palco principal, fruto da sua intensidade narrativa, assim como criativa arte pictórica de paisagens e tensões bélicas.

O Império dos Dragões oferece ao leitor uma viagem mais longínqua que a do próprio Alexandre, levando cada um dos participantes destas páginas, a uma viagem entre as planícies canículas dos desertos Persas, passando pelas florestas da Índia, montanhas gélidas dos Himalaias, até ao incompreensível coração da China.

texto de Paulo M.

sábado, maio 23, 2009

Sonha e Serás Mestre!





Sara comprou um livro de sonhos.
A primeira lição foi: «QUEBRAR AS REGRAS».

sexta-feira, maio 22, 2009

Liliana... (Um Livro Aberto)

Com medo de partir, lia o folhetos das agências de viagens e sentia-se longe. Uma vez jurou ter visto Robinson Crusoe. Lamentou-lhe a condição de náufrago, mesmo com Sexta-Feira.

(E afinal era ela que vivia numa ilha deserta...)

quinta-feira, maio 21, 2009

Do Medo (Livre/o Abordagem)

O seu livro de cabeceira era a posologia da aspirina. Florentina Hipocondríaca só se sentia segura com a leitura contínua desse manual. Chegava a levá-lo para as compras, e lia-o atentamente antes de pegar num kilo de maçãs ou de pagar a carne no talho.
Florentina era uma pequena parte da sociedade exterior, uma parte ínfima de si mesma.

quarta-feira, maio 20, 2009

Estranha Rábula

Um dia sem ler, é um dia perdido - Leão X de Castela.
Leão de Castela morreu mais novo, depois de Deus lhe descontar os dias em que não leu.
O povo achou o caso justo:
- Sucedeu-nos o mesmo com o seu imposto...

terça-feira, maio 19, 2009

A Vantagem da Ingenuidade

A criança abriu o livro e mergulhou lá para dentro. Não sabia que coisas iria encontrar. Sabia apenas que o quer que fosse seria extraordinário. A única coisa que a criança não admite é a banalidade.
À medida que cresce torna-se mais tolerante e habitua-se:
A maturidade constrange a imaginação.

segunda-feira, maio 18, 2009

Percalço







Quis comprar um livro de bolso, mas não tinha o livro de cheques...

(Por percalço, pilhou-o)

domingo, maio 17, 2009

sábado, maio 16, 2009

Breve História de Um Sábio de Berlim

Herr Alleswisser fez um castelo de livros e, sem mais delongas, instalou-se nele; ponta a ponta, foi lendo a sua casa e, lendo, sentia-se feliz.
Um dia, de tanto ler paredes e pilares, o castelo ruiu; e Herr Alleswisser achou-se soterrado sob a sua cultura e viu-se nu, com fome, com sede, exposto à bruta crueza do Mundo.
Hoje, Herr Alleswisser é um sem abrigo e vive debaixo da ponte Erscheinigungsbrücker, onde passam os carros que seguem para Berlim Oriental.
Só quando confrontado com a vertente prática das ruas que apenas conhecia como ideia nesses livros que lia é que Herr Alleswisser compreendeu que a Literatura, só por si, não constitui a Cultura. Que ser culto, implica viver na mesma proporção em que se teoriza, sob pena de o sabor de uma carne ou de um peixe não ser a carne ou o peixe mas apenas uma sensação de saliva que surge à boca ao pensar-se uma iguaria abstracta que não é mais do que metáfora.
Ao descobrir isso, Herr Alleswisser obteve o impensável: perdeu tragicamente o seu castelo, para encontrar na condição de sem-abrigo aquela completude que buscava.

Dulcineia, meus Quijotes, está ao virar da esquina, não ao virar da página!

sexta-feira, maio 15, 2009

Livro Branco

Acabei de ler este livro: (...) Depois de o completar, fiz-me completo. Não tem editora, não tem ISBN, não tem preço, não tem código de barras, não está à venda. Dá-se quando eu me dou e retorno a mim. Escrevo-o de dentro para fora e de fora para dentro (porque nada tem apenas um sentido ou vem de uma só coisa) e guardei-o de novo nesse bolso largo que está naquele ponto do meu corpo que não podem cobrir casacos e calças.

(O que criei de mim, foi o que li).