Um dia sem ler, é um dia perdido - Leão X de Castela.Leão de Castela morreu mais novo, depois de Deus lhe descontar os dias em que não leu.
O povo achou o caso justo:
- Sucedeu-nos o mesmo com o seu imposto...
...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
Um dia sem ler, é um dia perdido - Leão X de Castela.
A criança abriu o livro e mergulhou lá para dentro. Não sabia que coisas iria encontrar. Sabia apenas que o quer que fosse seria extraordinário. A única coisa que a criança não admite é a banalidade.
Herr Alleswisser fez um castelo de livros e, sem mais delongas, instalou-se nele; ponta a ponta, foi lendo a sua casa e, lendo, sentia-se feliz.
Acabei de ler este livro: (...) Depois de o completar, fiz-me completo. Não tem editora, não tem ISBN, não tem preço, não tem código de barras, não está à venda. Dá-se quando eu me dou e retorno a mim. Escrevo-o de dentro para fora e de fora para dentro (porque nada tem apenas um sentido ou vem de uma só coisa) e guardei-o de novo nesse bolso largo que está naquele ponto do meu corpo que não podem cobrir casacos e calças.
Casanova lia um livro tal e qual como despia uma mulher; pegava no canto de uma página como se fosse uma mão que devesse beijar. Olhava para as linhas delicadas que a compunham, como se as visse pela primeira vez, que seria também a última, como se nelas pudesse ver o destino e se concentrassem todas as suas forças e esperanças; como se ali, naquele momento único, achasse todo o prazer por gozar.
«Ao longo dos últimos anos, falei muito sobre a Turquia e sobre a sua tentativa de integração na União Europeia; e deparei frequentemente com esgares e perguntas desconfiadas, por isso permitam-me que aproveite esta oportunidade para lhes responder. A coisa mais importante que a Turquia e o povo turco têm a oferecer à Europa e à Alemanha é, sem dúvida, a paz; é a força e a segurança que nascerão do desejo de um país muçulmano se unir à Europa, e da ratificação deste desejo pacífico. Os grandes romancistas que li na infância e na juventude não definiam a Europa em termos da sua fé cristã, mas sim dos anseios dos seus indivíduos. Os seus romances tocaram-me, porque aqueles heróis lutavam para se libertar, expressar a sua criatividade e tornar os seus sonhos realidade. A Europa deve o respeito que o mundo não-ocidental lhe vota aos ideais que tanto promoveu: liberdade, igualdade e fraternidade. Se a alma da Europa é o iluminismo, a igualdade e a democracia, se pretende ser uma união estabelecida na paz, então a Turquia tem nela um lugar. Uma Europa que se defina estritamente em termos de Cristandade será (tal como uma Turquia que tente colher a sua força exclusivamente na sua religião) um lugar fechado em si e divorciado da realidade, mais ligado ao passado que ao futuro.»