quinta-feira, maio 07, 2009

Passatempo Mar das Especiarias

«Os rajás Da Silva

Terra de vegetação luxuriante, orografia acentuada, vulcões extintos e fraca densidade populacional, a ilha das Flores é um desses locais paradisíacos, mas raramente visitados, com que frequentemente nos deparamos no extenso arquipélago indonésio. Os próprios javaneses, que têm o seu Algarve na turística ilha de Bali, raramente se aventuram nesta latitude, considerando até que as Flores são já «território ultramarino». As ligações marítimas com as restantes ilhas são escassas e a qualidade dos aviões que para aqui voam, de Jacarta ou de Denpasar, via ilha de Sumbawa, deixam bastante a desejar.
Aqui, pouco ou nada resta da corrente civilizacional hindu que tomou de assalto Java e Samatra, ilhas mais a norte, tendo prevalecido os cultos animistas tribais que souberam imiscuir-se no cristianismo e no islamismo, as religiões que se seguiriam. Ainda hoje, os centros urbanos são pouco significativos e a organização territorial, em vez de se fazer em distritos, faz-se em «regências», resultado de uma época em que o destino desta bela ilha estava na mão de rajás locais.»

Assim começa Mar das Especiarias - A viagem de um português pela Indonésia, da autoria de Joaquim Manuel Magalhães, com prefácio de Ana Gomes (ex-Embaixadora de Portugal em Jacarta), e introdução de António Pinto da França. Editado recentemente pela Editorial Presença, este livro traz-nos 242 páginas de descoberta da influência portuguesa neste país, recheadas de depoimentos, entrevistas e fotografias recolhidos pelo autor.

O pilha-livros tem mais uma vez o prazer de se associar à Editorial Presença, através dum passatempo que irá oferecer alguns exemplares desta obra. Assim, os primeiros quatro participantes a responder correctamente à seguinte pergunta, receberão um exemplar de Mar das Especiarias, oferta da Presença: este é o primeiro livro de uma nova colecção da Presença, dedicada à literatura de viagens - qual o nome dessa colecção?

As respostas deverão ser colocadas na caixa de comentários deste post.

sábado, maio 02, 2009

Não, mas tenho uma biografia do Fidel

Basta cinco minutos e três clientes, que procuravam o primo Basílio, o diário de Anne Frank e as lições do Tonecas, para ilustrar que vai ser necessária pelo menos uma 80ª edição para mostrar que esta é uma Feira de editores.

sexta-feira, maio 01, 2009

Já abriu

Dizia o meu colega de pavilhão (vá, há que dizer que houve alguma evolução dos barracos de sempre) que parece que estivemos ontem a desmontar a feira. É verdade, e o Natal é já a seguir. Mas por enquanto, e até dia 17, é passar pelo Parque Eduardo VII, cheio de livros e belas paisagens.

terça-feira, abril 21, 2009

15 de Setembro é já amanhã

O novo Dan Brown estará aí muito a tempo do Natal. Mas não deixeis para amanhã o que podeis fazer hoje: cinco milhões de exemplares desaparecem num lusco-fusco.

sexta-feira, abril 17, 2009

O fim de um mito

O mito de que a edição da Montanha Mágica publicada na Livros do Brasil estava esgotada, permitiu fazer muitas vendas (por cima e por baixo do balcão) com um gostinho especial. Mas todos sabíamos que um dia isso iria acabar. Diz que é a 30 de Maio, pelas mãos da Dom Quixote (o que também já se previa). Mesmo assim, gosto mais da outra capa: não duvido que esta nova edição terá grande impacto na imprensa e nas próprias livrarias, mas a anterior continuará a ser a mais desejada...

sexta-feira, março 27, 2009

I Festa do Livro Infantil



Mais informações aqui.

terça-feira, março 24, 2009

Passatempo Orhan Pamuk - Outras Cores

«Ao longo dos últimos anos, falei muito sobre a Turquia e sobre a sua tentativa de integração na União Europeia; e deparei frequentemente com esgares e perguntas desconfiadas, por isso permitam-me que aproveite esta oportunidade para lhes responder. A coisa mais importante que a Turquia e o povo turco têm a oferecer à Europa e à Alemanha é, sem dúvida, a paz; é a força e a segurança que nascerão do desejo de um país muçulmano se unir à Europa, e da ratificação deste desejo pacífico. Os grandes romancistas que li na infância e na juventude não definiam a Europa em termos da sua fé cristã, mas sim dos anseios dos seus indivíduos. Os seus romances tocaram-me, porque aqueles heróis lutavam para se libertar, expressar a sua criatividade e tornar os seus sonhos realidade. A Europa deve o respeito que o mundo não-ocidental lhe vota aos ideais que tanto promoveu: liberdade, igualdade e fraternidade. Se a alma da Europa é o iluminismo, a igualdade e a democracia, se pretende ser uma união estabelecida na paz, então a Turquia tem nela um lugar. Uma Europa que se defina estritamente em termos de Cristandade será (tal como uma Turquia que tente colher a sua força exclusivamente na sua religião) um lugar fechado em si e divorciado da realidade, mais ligado ao passado que ao futuro.»
pág.240

Acaba de chegar às livrarias portuguesas mais um livro de Orhan Pamuk, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 2006. Outras Cores – Ensaios sobre a Vida, a Arte, os Livros e as Cidades, é uma colectânea de ensaios, entrevistas e contos sobre os mais diversos aspectos da vida de Pamuk. É já o oitavo livro deste autor turco que a Editorial Presença traz até nós: desde a atribuição do Nobel, já foram traduzidos A Vida Nova, O Meu Nome é Vermelho, Neve, Istambul - Memórias de uma Cidade e A Casa do Silêncio.

O pilha-livros tem o prazer de se associar à Editorial Presença, através dum passatempo que irá oferecer alguns exemplares desta obra. Assim, os primeiros quatro participantes a responder correctamente à seguinte pergunta, receberão um exemplar de Outras Cores, oferta da Presença: quais os títulos dos livros de Orhan Pamuk que a Presença já tinha editado antes do autor receber o Prémio Nobel da Literatura?

As respostas deverão ser colocadas na caixa de comentários deste post.

terça-feira, março 17, 2009

segunda-feira, março 16, 2009

dialectos do sonho



inscrições gratuitas, e mais informações, na página da Ambar

quarta-feira, março 11, 2009

Amor e Ódio - Filipe Nunes Vicente

XXXVI
Ao contrário do que se diz, estamos a criar gerações de gente rija. Prometemos amor e carinho e depois oferecemos instituições, psicólogos, avós, amas. Desde cedo ficam habituados a horários e adaptações – ontem na mãe, hoje no pai, amanhã no ATL até às nove da noite. Desenvencilham-se bem, os gaiatos. Como raramente têm irmãos, habituaram-se a ter por companhia tamagotchis electrónicos e amigos virtuais.
Esperem pela retribuição.

LXX
O miúdo tem dez anos. Sai de casa às oito, chega às seis, lancha e vai aprender línguas ou futebol. Volta a chegar às oito (mas da noite), toma banho, janta bem, estuda qualquer coisa (três vulgatas optimistas). São 23h. Talvez internet, talvez telemóvel; adeus pai, adeus mãe.
Não brinca, não respira. E amanhã é outro dia.
Como é que daqui vai sair um cidadão é coisa que me transcende.

do blogue Mar Salgado, e do livro, publicado na Quetzal

sábado, março 07, 2009

Zapping: O Papalagui

crónicas de um bibliotecário-ambulante





terça-feira, março 03, 2009

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

E a sugestão da casa para o Dia dos Namorados é...

«Depois de quatro anos de casamento ambos concluímos que já não era possível entendermo-nos e, por essa razão, cessámos todas e quaisquer tentativas de reconciliação.
(...)
- Não me mintas, bruxa! - gritei, e agarrei-lhe o braço com a mão esquerda. Mas ela conseguiu escapar-me. Então, sem largar o punhal, apertei-lhe a garganta com a mão esquerda e comecei a estrangulá-la. O seu pescoço parecia tão robusto! Com as duas mãos conseguiu afastar os meus braços da garganta; e como se já estivesse à espera que isto acontecesse, cravei o punhal com toda a força do meu ser no seu lado esquerdo, por baixo das costelas.»

do Ensaio Sobre o Ciúme, de Leon Tolstoi, edição Coisas de Ler

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Sai mais uma lista!


O Guardian elaborou mais uma lista de indispensáveis, com o original título «1000 novels everyone must read». A minha pergunta é: porquê parar nos mil? Ou mil e um? Ninguém tem a coragem de fazer a lista dos dez mil livros para ler antes de fazer 62 anos? Ou dos vinte mil indispensáveis romances para se ser um intelectual?

Faz-me lembrar a história que o sr.Afonso contava, do cliente que chegou à gráfica e pediu dois metros de livros, encadernados, assim com esta altura, para tapar um buraco lá no móvel.

quinta-feira, janeiro 22, 2009