quarta-feira, novembro 26, 2008

segunda-feira, novembro 24, 2008

O rumo da literatura mundial (após Dan Brown) num parágrafo

«Nesta história - que vai muito além da simples perseguição a seitas hereges - Valerio Evangelisti funde narrativa histórica, ficção científica, thriller político e romance de intriga. Assim uma missão aparentemente rotineira do sombrio padre Nicolas Eymerich ganha contornos gigantescos e perigosos, e o que parece estar em jogo não é apenas a sobrevivência da fé católica, mas o próprio futuro da humanidade. Em planos temporais distintos, mas habilmente interligados, que vão desde a Idade Média, passando pela Alemanha nazi e até à Roménia recentemente libertada da tirania de Ceausescu, desenrola-se um complexo jogo no qual cultos hereges e ciência genética se misturam e se confundem na busca pelo poder e pela imortalidade.»

O novo livro de Valerio Evangelisti, As Correntes da Inquisição, está a chegar às livrarias, pelas mãos da Asa. Que refere estarmos perante "uma obra marcante e original" (Le Monde).

Gosto particularmente da expressão "romance de intriga". Não confundir com as dezenas que andam aí apenas a relatar perseguições a seitas hereges, que disso já estamos fartos. A inovação vem da hábil ligação entre "cultos hereges e ciência genética", um verdadeiro achado.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Temporariamente indisponível…



boneco do compadre irmaolucia, no dia em que a Byblos encerrou as portas

o título do post é a mensagem que se encontra quando se tenta aceder à página da livraria. foi-se tão depressa como se veio.

terça-feira, novembro 04, 2008

Pensamento do dia

«O preto vai ganhar mas depois vão limpar-lhe o sebo.»

Ouvia-se hoje aqui na livraria, que por estes dias, até parece a sede de campanha de Barack Obama. Onde estão os livros sobre John McCain?



sexta-feira, outubro 03, 2008

E tenha um excelente fim-de-semana



Eu cá não, ando a pensar numa overdose de iogurtes do Lidl com chocolate do Minipreço, mas ando à espera que me saia um daqueles talões de desconto, que a crise está má e tal.

P.S. eu às vezes também gostava de mudar de ramo, deixar de vender livros por uns tempos para experimentar outras coisas, como por exemplo trabalhar num jornal. mas alguém que faz uma manchete destas já passou essa fase. sugiro uma candidatura espontânea para a empresa da Teresa Guilherme

quinta-feira, outubro 02, 2008

Regra número um na relação com o cliente:

não retirar direitos adquiridos



imagem do irmaolucia, após quem manda na FNAC ter percebido que, afinal, não precisava de dar 10% aos clientes para continuar a vender. será?

sexta-feira, agosto 29, 2008

O que é que se diz? Não, obrigado

- desculpe, tem livros escolares?
- não, não temos, mas de que livros anda à procura?
- destes. (um da Porto, um da Areal e outro da Texto)
- faça assim: há uma livraria da Porto no cruzamento da avenida...
- não, não, está a querer mandar-me para lá? não, eu só vou para esses sítios de cinco em cinco anos. está a querer que eu vá lá, mas não vou. vou andar aí de papelaria em papelaria a ver se encontro.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Confusão ao quadrado, seguida do prémio "Publicidade Institucional" do mês

«Rosa Lobato Faria, que editava pela Asa, actualmente integrada no Grupo LeYa, reconheceu à Lusa ter aceitado o convite de Manuel Alberto Valente pela amizade que os liga.

"Mas também - acrescentou - pelo facto de não me ter agradado, logo de entrada, aquela confusão da LeYa. Eu sou um bocado velha e essas coisas fazem-me um bocado de confusão".»

«Margarida, a personagem principal de "As esquinas do tempo", vai proferir uma palestra a Vila Real, passa uma noite num turismo de habitação e, durante o sono, faz uma viagem regressiva até 1908, o ano em que mataram o Rei.

A ideia surgiu, precisamente, quando Rosa Lobato de Faria passou um fim-de-semana num Turismo de Habitação.

"Um dia - contou - fiquei num Turismo de Habitação que era muito bonito e bem conservado, e estava fora, sem muito que fazer e pus-me a pensar: se agora adormecesse aqui e aparecesse noutro século, noutro tempo. Foi esse o ponto de partida".

da Visão

terça-feira, agosto 26, 2008

Os que tiraram boa nota a Matemática foram para o INE; os que não tiraram foram para todo o lado

Sugestões do dia:

«Um humilde pastor persa do século XIII, Beremiz Samir, exímio no exercício da arte de calcular, é o protagonista deste livro. O enredo ambienta-se no exotismo do Médio Oriente, mesclando aspectos da cultura islâmica, da herança grega e de outras grandes culturas com curiosidades da matemática e reflete com fascinante realismo o clima filosófico, religioso e social da época. No universo narrativo são integrados curiosos problemas e enigmas matemáticos e lógicos, aparentemente complicados mas sempre iluminados pela simplicidade dos raciocínios que lhes proporcionam solução, desvendados por Beremiz, o personagem com habilidade e raciocínio lógico. A acção termina com a tomada de Bagdad pelos mongóis, no ano de 1258 da nossa era, marco histórico que assinala o fim da hegemonia árabe no Médio Oriente.
O leitor aprende a matemática pela história, e a história pela matemática.»

«Roberto, um rapazinho de onze anos, não gosta de Matemática porque não compreende nada nas aulas. Porém, uma noite, começa a sonhar com um diabinho que se dispõe a iniciá-lo na ciência dos números.
Durante doze noites, Roberto vai aprender os segredos e os mistérios dos números, numa divertida e instrutiva viagem ao País das Matemáticas.
Tudo se torna então tão fácil que Roberto quer saber cada vez mais — e com ele o leitor deste romance maravilhoso, que é já um grande sucesso internacional.»

Hoje fui ao banco para trocar moedas para a caixa da livraria. Levei uma folha com a indicação de quais queria: um saco de moedas de 1€ (25€), um de 0,5€ (20€), um de 0,2€ (8€) e outro de 0,1€ (4€). O senhor do banco, que me lembro de ver lá desde sempre, olha para a folha e começa a ficar com um ar de estranheza:

- um saco de 20€ não é de moedas de cinco cêntimos, é de cinquenta!
- sim, e é o que está aí.
- não, desculpe, isto (0,5€) é cinco cêntimos. assim (acrescentando um zero à direita) é que é cinquenta cêntimos (0,50€).

E assim, uma folha com
0,5€
0,2€
0,1€
transformou-se em
0,50€
0,20€
0,10€
que é algo completamente diferente.

O que vale é que só me faltam trezentas e tal prestações para acabar de pagar a casa, senão estava mesmo lixado.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Um catálogo cheio de cadáveres



Sai no próximo dia 21, com a marca de qualidade Livros D'Hoje (a tal que é Dom Quixote mas que toda a gente se esforça muito para dizer que não e que não).

terça-feira, agosto 05, 2008

Uma rosa e um convite para jantar era capaz de funcionar melhor



Em Setembro, há livro novo de Paulo Coelho:

«A acção, em ritmo acelerado, passa-se em 24 horas, durante o Festival de Cinema de Cannes. Mas não é a indústria cinematográfica que está em jogo para Igor Dalev, o empresário russo que chega à cidade francesa com a obsessão de recuperar Ewa, o grande amor da sua vida. Para chamar a atenção da ex-mulher, Igor transforma-se num assassino em série.»

quarta-feira, julho 30, 2008

terça-feira, julho 15, 2008

sexta-feira, julho 11, 2008

Há desemprego e tal...

Precisamos de contratar uma pessoa para a livraria, para o lugar de uma colega que vai sair. Metade das pessoas que foram contactadas (após terem deixado o currículo ao balcão ou enviado por mail) disseram que não podiam, ainda antes de ouvirem as condições (salário, horário, responsabilidades, etc.).

Porquê? Porque vão de férias.

terça-feira, julho 08, 2008

Uma barra de sabão e a felicidade

Nota no final do livro O Caminho para a Felicidade, de L.Ron Hubbard, editado pela Magnólia:

«Talvez este seja o primeiro código moral não-religioso que é totalmente baseado no senso comum. Foi escrito por L. Ron Hubbard como uma obra individual e não faz parte de qualquer doutrina religiosa. Qualquer reimpressão ou distribuição individual deste livro não significa uma ligação ou o patrocínio de qualquer organização religiosa. É, por isso mesmo, admissível que departamentos governamentais e funcionários do governo distribuam esta publicação como uma actividade não-religiosa.»

Autor do célebre Dianética e de muitos outros livros, L. Ron Hubbard foi também o fundador da Igreja da Cientologia. Os seus textos têm tido utilizações bastante variadas, inclusivamente pelo governo dos EUA, que no entanto está impedido, pela Constituição, de impôr ou promover uma religião aos seus cidadãos.

Para evitar confusões (e processos nos tribunais), este livro é publicado com uma nota (traduzida da edição original), a avisar que o seu conteúdo não está relacionado com os mandamentos cientológicos que o seu autor também criou. Como a Constituição Portuguesa também diz que «As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado», esta observação final permite que o Estado português possa utilizar os ensinamentos de Ron Hubbard para nos ajudar a alcançar a felicidade.

A ministra da Educação poderá dar uma aula de História do século XX e citar a seguinte passagem:
«foram necessárias revoluções violentas para lidar com eles ou uma Segunda Guerra Mundial para nos livrarmos de um Hitler, e esses foram acontecimentos muito infelizes para a Humanidade. Esses não aprenderam. Eles deleitavam-se com dados falsos. Recusaram todas as evidências e as verdades. Tiveram de ser eliminados.» (pág. 134)

E porque não sugerir ao ministro Manuel Pinho que realize uma série de conferências nas fábricas desse país fora para levantar a moral?
«Salvaguarde e melhore o seu ambiente. Mantenha uma boa aparência.
Por vezes não ocorre a alguns indivíduos - visto que não têm de passar o dia a olhar para si mesmos - que eles fazem parte do cenário e da aparência dos outros. E alguns não compreendem que são julgados pelos outros com base na sua aparência.
Embora as roupas possam ser caras, o sabão e outros utensílios de cuidado pessoal não são difíceis de arranjar. As técnicas são por vezes difíceis de encontrar, mas podem ser desenvolvidas. (...)
Ao fazer exercício ou trabalhar, a pessoa pode ficar bastante suja. Mas isso não a impede de se lavar e limpar. E alguns operários ingleses e europeus, por exemplo, conseguem manter uma certa classe na aparência, mesmo quando trabalham.» (págs. 75 e 76)

Sejam felizes, sim?

segunda-feira, julho 07, 2008

Zapping: Caderno

Onde se pode encontrar livros pelo chão



e onde também há manifestos para uma vida sem bolicaos



«Pior ainda é quando as crianças que têm hábitos mais saudáveis como comer vegetais em todas as refeições, beber leite sem nada acrescentado e saber que os doces são para dias especiais, são vistas pelos adultos como pobres desgraçadinhas por lhes estar a ser negado o melhor da vida. Não está.»