O Segundo Gume mudou-se para http://www.segundogumexxl.blogspot.com/. Ide lá visitá-lo ò pilhadores de livros, que, tal como pilhar livros, vale a pena!!! Já começo a sentir vossas saudades...
Saudadi,
Suadadi,
Dessi meu Gume de Sã Nicolau... etc etc...
...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
quarta-feira, março 26, 2008
segunda-feira, março 24, 2008
O pote das bolachas da avó nunca mais será o mesmo
A Asa acaba de publicar o livro "Ruca aprende a usar o pote":
«A Mamã tem uma surpresa para o Ruca: é um pote onde o Ruca pode passar a fazer as suas necessidades. Acabaram-se as fraldas! O Ruca agora já é crescido! Depois de algumas tentativas, umas falhadas e outras bem sucedidas, o Ruca acaba por ser capaz de passar a pedir o pote sempre que tem necessidade.»

O dicionário atual da língua portuguesa já chegou a casa do Ruca e as dificuldades de adaptação estão a ser muito maiores do que se esperava.
«A Mamã tem uma surpresa para o Ruca: é um pote onde o Ruca pode passar a fazer as suas necessidades. Acabaram-se as fraldas! O Ruca agora já é crescido! Depois de algumas tentativas, umas falhadas e outras bem sucedidas, o Ruca acaba por ser capaz de passar a pedir o pote sempre que tem necessidade.»

O dicionário atual da língua portuguesa já chegou a casa do Ruca e as dificuldades de adaptação estão a ser muito maiores do que se esperava.
quinta-feira, março 20, 2008
quarta-feira, março 19, 2008
O Que Está Escrito Nas Estrelas (Anos I & II)

«Porque se submetem os homens mais facilmente ao jugo das estrelas do que ao jugo da razão? Porque não há quem não queira libertar-se do tremendo fardo de ter de fazer escolhas, das mais simples e comezinhas às mais complexas e ponderosas.
Tome-se um singelo exemplo. Como deverá proceder quem se veja confrontado com a alternativa de comprar um colar de pérolas para uma amante ou de investir essa mesma quantia em acções de uma respeitada firma petrolífera? Quem se reja pela razão passará em claro noites intermináveis, sopesando as vantagens e desvantagens de uma e outra opção, consultando os registos históricos das cotações no mercado de crude, extrapolando o crescimento económico das potências asiáticas, ponderando a instabilidade no Médio Oriente, lutando por obter uma equivalência entre dividendos bolsistas e a quantidade de prazer adicional facultada por uma amante satisfeita. Bem vistas as coisas, não irão os eventuais dividendos de uma e outra opção dissipar-se no tormento da escolha? Quantos não sentiram vacilar a sanidade perante a estrénua prova de incessantemente escolher entre múltiplos caminhos? É a esse suplício permanente que este livro, de fácil consulta e profusamente ilustrado, o vai poupar, permitindo decisões lestas e sem remorsos nas mais diversas áreas da vida, amor e negócios.
E por que razão são as previsões aqui contidas mais dignas de crédito do que as prometidas pelos horóscopos que pululam nas páginas da imprensa e pelos consultórios de videntes e médiuns que se fazem anunciar nas caixas de correio? Porque são as únicas que aliam as sabedorias ancestrais aos mais modernos conhecimentos científicos, numa Visão Holístico-Sincrética do Cosmos®. José Carlos Fernandes concebeu, desenvolveu e patenteou a Grande Perspectiva Futuroscópica Integrada® e a Análise Escatológica de Variáveis Indexadas®, métodos que permitem determinar com incomparável grau de fiabilidade os acontecimentos futuros.
As Edições tinta-da-china e os herdeiros do autor declinam, porém, quaisquer responsabilidades no que toca ao cumprimento ou incumprimento das previsões.»
sexta-feira, março 14, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Os Milagres do Anticristo

«A história começa em Roma, no tempo do imperador Augusto, no exacto momento em que este se prepara para ordenar a construção de um novo templo consagrado a si próprio. Uma visão adverte-o de um futuro culto que a sua cidade dedicará a Cristo, e o templo é consagrado a este novo Salvador do mundo. O ícone que o representa atravessa séculos e lugares. A sua réplica, feita por um viajante, chega a uma pequena aldeia no monte Etna, onde começa a fazer milagres até se descobrir a sua identidade profana.»
segunda-feira, março 10, 2008
domingo, março 09, 2008
Crise?
Do Sexta de anteontem:
«PRIMAVERA DOS LIVROS
Decorre até 30 de Março, no Mercado da Ribeira, a Primavera dos Livros/Feira dos Descontos Máximos.
FEIRA DOS LIVROS MANUSEADOS
De 8 a 16 de Março, realiza-se na Rua Garrett a Feira de Livros Manuseados, onde três editoras estarão a vender livros a partir de 1 euro.»
Daqui a uns meses, quando as Feiras do Livro de Lisboa e do Porto já estiverem a decorrer há uns dias, venham dizer que o mercado está em crise e que cada vez há menos pessoas na Feira e tal, a ver quem vai querer ouvir esse discurso pela enésima vez.
«PRIMAVERA DOS LIVROS
Decorre até 30 de Março, no Mercado da Ribeira, a Primavera dos Livros/Feira dos Descontos Máximos.
FEIRA DOS LIVROS MANUSEADOS
De 8 a 16 de Março, realiza-se na Rua Garrett a Feira de Livros Manuseados, onde três editoras estarão a vender livros a partir de 1 euro.»
Daqui a uns meses, quando as Feiras do Livro de Lisboa e do Porto já estiverem a decorrer há uns dias, venham dizer que o mercado está em crise e que cada vez há menos pessoas na Feira e tal, a ver quem vai querer ouvir esse discurso pela enésima vez.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Zapping: Estúdio Raposa
Audioblogue de Luís Gaspar
«Aqui, neste espaço, arrancam-se as palavras do papel e dizem-se, soprando-lhes vida nova, fazendo-as flutuar em sonoras centelhas de luz. Recitar realiza, quebrando o silêncio, aquilo que o silêncio pretende e não consegue.»
«Aqui, neste espaço, arrancam-se as palavras do papel e dizem-se, soprando-lhes vida nova, fazendo-as flutuar em sonoras centelhas de luz. Recitar realiza, quebrando o silêncio, aquilo que o silêncio pretende e não consegue.»
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Zunzuns
A blogosfera, uns passos à frente dos media tradicionais.
Cadeirão Voltaire
Bibliotecário de Babel
Entre as Brumas da Memória
Da Literatura
Graphic_Diary
Cadeirão Voltaire
Bibliotecário de Babel
Entre as Brumas da Memória
Da Literatura
Graphic_Diary
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
O Palácio dos Sonhos - Ismaïl Kadaré
«A ideia que ocorreu ao Soberano de criar o Tabir assenta no facto de Alá lançar um sonho anunciante à superfície do globo com a mesma desenvoltura que desfere um relâmpago, desenha um arco-íris ou aproxima subitamente de nós um cometa que Ele vai buscar ninguém sabe a que misteriosas profundezas do Universo. Lança então um sinal sobre esta terra, sem cuidar do lugar onde ele vai cair, pois, distante como está de nós, não pode ocupar-se de tal género de pormenor. É a nós que nos cabe descobrir onde pousou este sonho, desencantá-lo entre milhões e biliões de outros, como quem busca uma pérola perdida num deserto de areia.»
Mark-Alem é um jovem ocioso, descendente da família Quprili, influente família aristocrata de origem albanesa, num ficcionado Estados Unidos Otomanos em meados do século XIX. Mark-Alem é nomeado para o Tabir Sarrail, o Palácio dos Sonhos, instituição criada pelo Soberano, cuja função é analisar e deslindar os sonhos tidos pelos habitantes dos quatro cantos do vasto império, em busca de visões e sinais do futuro do Estado, em busca do Sonho-Mor. Mark-Alem, dividido entre as suas origens e as suas funções, passa a viver envolvido na pesada máquina de poder de um Estado autoritário, na constante incerteza do que é sonho e do que é realidade, e em constante conflito entre aquilo que define o futuro do Estado e o seu próprio futuro.
Kadaré tem uma extraordinária forma de prender o leitor. O ambiente que cria, lembra Orwel, em "1984", ou Zamiatine, em "Nós". As suas descrições lembram Kafka, em "O Processo". A sua escrita balança entre o realismo fantástico dos sul-americanos e o realismo cru dos balcânicos. Tudo isto junto leva "O Palácio dos Sonhos" para a minha lista de livros da vida, e Kadaré para a lista de autores a reter e repetir.
Só é pena que tão fantástica história tenha direito a tão fraca edição. Vários erros, incoerência nos termos, pouca pesquisa e informação (as poucas notas de rodapé limitam-se a traduções das notas da edição francesa). Não há por aí ninguém que dê a este livro o tratamento que merece? Se não houver, só me resta ir aprender Albanês.
Mark-Alem é um jovem ocioso, descendente da família Quprili, influente família aristocrata de origem albanesa, num ficcionado Estados Unidos Otomanos em meados do século XIX. Mark-Alem é nomeado para o Tabir Sarrail, o Palácio dos Sonhos, instituição criada pelo Soberano, cuja função é analisar e deslindar os sonhos tidos pelos habitantes dos quatro cantos do vasto império, em busca de visões e sinais do futuro do Estado, em busca do Sonho-Mor. Mark-Alem, dividido entre as suas origens e as suas funções, passa a viver envolvido na pesada máquina de poder de um Estado autoritário, na constante incerteza do que é sonho e do que é realidade, e em constante conflito entre aquilo que define o futuro do Estado e o seu próprio futuro.
Kadaré tem uma extraordinária forma de prender o leitor. O ambiente que cria, lembra Orwel, em "1984", ou Zamiatine, em "Nós". As suas descrições lembram Kafka, em "O Processo". A sua escrita balança entre o realismo fantástico dos sul-americanos e o realismo cru dos balcânicos. Tudo isto junto leva "O Palácio dos Sonhos" para a minha lista de livros da vida, e Kadaré para a lista de autores a reter e repetir.
Só é pena que tão fantástica história tenha direito a tão fraca edição. Vários erros, incoerência nos termos, pouca pesquisa e informação (as poucas notas de rodapé limitam-se a traduções das notas da edição francesa). Não há por aí ninguém que dê a este livro o tratamento que merece? Se não houver, só me resta ir aprender Albanês.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Zapping: Rachel Caiano
quinta-feira, janeiro 17, 2008
quarta-feira, janeiro 16, 2008
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