...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
segunda-feira, março 10, 2008
domingo, março 09, 2008
Crise?
Do Sexta de anteontem:
«PRIMAVERA DOS LIVROS
Decorre até 30 de Março, no Mercado da Ribeira, a Primavera dos Livros/Feira dos Descontos Máximos.
FEIRA DOS LIVROS MANUSEADOS
De 8 a 16 de Março, realiza-se na Rua Garrett a Feira de Livros Manuseados, onde três editoras estarão a vender livros a partir de 1 euro.»
Daqui a uns meses, quando as Feiras do Livro de Lisboa e do Porto já estiverem a decorrer há uns dias, venham dizer que o mercado está em crise e que cada vez há menos pessoas na Feira e tal, a ver quem vai querer ouvir esse discurso pela enésima vez.
«PRIMAVERA DOS LIVROS
Decorre até 30 de Março, no Mercado da Ribeira, a Primavera dos Livros/Feira dos Descontos Máximos.
FEIRA DOS LIVROS MANUSEADOS
De 8 a 16 de Março, realiza-se na Rua Garrett a Feira de Livros Manuseados, onde três editoras estarão a vender livros a partir de 1 euro.»
Daqui a uns meses, quando as Feiras do Livro de Lisboa e do Porto já estiverem a decorrer há uns dias, venham dizer que o mercado está em crise e que cada vez há menos pessoas na Feira e tal, a ver quem vai querer ouvir esse discurso pela enésima vez.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Zapping: Estúdio Raposa
Audioblogue de Luís Gaspar
«Aqui, neste espaço, arrancam-se as palavras do papel e dizem-se, soprando-lhes vida nova, fazendo-as flutuar em sonoras centelhas de luz. Recitar realiza, quebrando o silêncio, aquilo que o silêncio pretende e não consegue.»
«Aqui, neste espaço, arrancam-se as palavras do papel e dizem-se, soprando-lhes vida nova, fazendo-as flutuar em sonoras centelhas de luz. Recitar realiza, quebrando o silêncio, aquilo que o silêncio pretende e não consegue.»
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Zunzuns
A blogosfera, uns passos à frente dos media tradicionais.
Cadeirão Voltaire
Bibliotecário de Babel
Entre as Brumas da Memória
Da Literatura
Graphic_Diary
Cadeirão Voltaire
Bibliotecário de Babel
Entre as Brumas da Memória
Da Literatura
Graphic_Diary
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
O Palácio dos Sonhos - Ismaïl Kadaré
«A ideia que ocorreu ao Soberano de criar o Tabir assenta no facto de Alá lançar um sonho anunciante à superfície do globo com a mesma desenvoltura que desfere um relâmpago, desenha um arco-íris ou aproxima subitamente de nós um cometa que Ele vai buscar ninguém sabe a que misteriosas profundezas do Universo. Lança então um sinal sobre esta terra, sem cuidar do lugar onde ele vai cair, pois, distante como está de nós, não pode ocupar-se de tal género de pormenor. É a nós que nos cabe descobrir onde pousou este sonho, desencantá-lo entre milhões e biliões de outros, como quem busca uma pérola perdida num deserto de areia.»
Mark-Alem é um jovem ocioso, descendente da família Quprili, influente família aristocrata de origem albanesa, num ficcionado Estados Unidos Otomanos em meados do século XIX. Mark-Alem é nomeado para o Tabir Sarrail, o Palácio dos Sonhos, instituição criada pelo Soberano, cuja função é analisar e deslindar os sonhos tidos pelos habitantes dos quatro cantos do vasto império, em busca de visões e sinais do futuro do Estado, em busca do Sonho-Mor. Mark-Alem, dividido entre as suas origens e as suas funções, passa a viver envolvido na pesada máquina de poder de um Estado autoritário, na constante incerteza do que é sonho e do que é realidade, e em constante conflito entre aquilo que define o futuro do Estado e o seu próprio futuro.
Kadaré tem uma extraordinária forma de prender o leitor. O ambiente que cria, lembra Orwel, em "1984", ou Zamiatine, em "Nós". As suas descrições lembram Kafka, em "O Processo". A sua escrita balança entre o realismo fantástico dos sul-americanos e o realismo cru dos balcânicos. Tudo isto junto leva "O Palácio dos Sonhos" para a minha lista de livros da vida, e Kadaré para a lista de autores a reter e repetir.
Só é pena que tão fantástica história tenha direito a tão fraca edição. Vários erros, incoerência nos termos, pouca pesquisa e informação (as poucas notas de rodapé limitam-se a traduções das notas da edição francesa). Não há por aí ninguém que dê a este livro o tratamento que merece? Se não houver, só me resta ir aprender Albanês.
Mark-Alem é um jovem ocioso, descendente da família Quprili, influente família aristocrata de origem albanesa, num ficcionado Estados Unidos Otomanos em meados do século XIX. Mark-Alem é nomeado para o Tabir Sarrail, o Palácio dos Sonhos, instituição criada pelo Soberano, cuja função é analisar e deslindar os sonhos tidos pelos habitantes dos quatro cantos do vasto império, em busca de visões e sinais do futuro do Estado, em busca do Sonho-Mor. Mark-Alem, dividido entre as suas origens e as suas funções, passa a viver envolvido na pesada máquina de poder de um Estado autoritário, na constante incerteza do que é sonho e do que é realidade, e em constante conflito entre aquilo que define o futuro do Estado e o seu próprio futuro.
Kadaré tem uma extraordinária forma de prender o leitor. O ambiente que cria, lembra Orwel, em "1984", ou Zamiatine, em "Nós". As suas descrições lembram Kafka, em "O Processo". A sua escrita balança entre o realismo fantástico dos sul-americanos e o realismo cru dos balcânicos. Tudo isto junto leva "O Palácio dos Sonhos" para a minha lista de livros da vida, e Kadaré para a lista de autores a reter e repetir.
Só é pena que tão fantástica história tenha direito a tão fraca edição. Vários erros, incoerência nos termos, pouca pesquisa e informação (as poucas notas de rodapé limitam-se a traduções das notas da edição francesa). Não há por aí ninguém que dê a este livro o tratamento que merece? Se não houver, só me resta ir aprender Albanês.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Zapping: Rachel Caiano
quinta-feira, janeiro 17, 2008
quarta-feira, janeiro 16, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Zapping: 100nada
«Ali estou eu, no cimo do escadote, livros para um lado, livros para o outro, tira uns, volta a enfiar no espaço disponível já fora de sítio, mãos pretas de pó que limpar a última fila é quando se muda de casa ou de estantes ou as estantes de sítio, a ler lombadas, a ver lombadas partidas de uso e mais voltas, as páginas amareladas, as capas fanadas (o paperback não tem qualidade nenhuma mesmo) e penso: nunca, nunca mais vou reler isto. Não tenho tempo nem para ler o que ainda não li e que gostava de ler, não vou ter para reler o que gostei mas não me parece que valha a pena o gasto de tempo. E é nisto, nesta realidade que bate de vez em quando na prática (porque na teoria toda a gente sabe que não se vai para mais novo) que uma pessoa vê que o tempo não é - de todo - aquela carpete que se estendia sem destino para lá de portas invisíveis.
Agora já se vislumbra a ombreira.
É fodido.»
Agora já se vislumbra a ombreira.
É fodido.»
por Catarina C.
domingo, janeiro 06, 2008
sábado, janeiro 05, 2008
Os mitos da sociedade portuguesa
Este Os Mitos da Economia Portuguesa tem conseguido estar nos meios de comunicação social quase diariamente desde o seu lançamento, há algumas semanas. A última referência vem no artigo de Carlos Fiolhais, no Público de ontem, elogiando a obra e comparando-a a livros como Freakonomics e O Economista Disfarçado.E diz assim: «A obra explica-nos que o atraso económico português tem muito a ver com o nosso atraso na chegada ao trabalho: segundo o autor, só chegamos a horas ao futebol e à missa.» Mas esse clássico atraso português está directamente relacionado com duas das maiores instituições portuguesas: a Ponte 25 de Abril e o café.
Não é possível ver ou ouvir um qualquer programa matinal na tv ou na rádio durante 5 minutos sem que na emissão surja o Paulo Ferreira de Melo ou um seu qualquer sucedâneo informando que a fila já chega à 2ª ponte do Feijó, a Coina ou, nos piores dias, a Marrocos, mas mesmo assim ainda há quem culpe a ponte pelo atraso de hoje (também já tinha sido ontem e antes de anteontem). E é óbvio que, depois do stress da ponte, ou da linha de Sintra, ou do 24, é necessário um shot de cafeína para o dia começar bem: um cafézinho para aqui, deixa-me cá passar isto da prateleira de cima para a de baixo, um cafézinho para ali, e assim se passa mais um dia de trabalho. Isto está directamente relacionado com a economia, mas no fundo, é um mito da sociedade portuguesa, outro dos quais está a sofrer um forte abalo neste início de ano. Engraçado como a parte de fora dos centros comerciais e edifícios de escritórios me fazem agora lembrar os tempos de escola.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Momento zen de início do ano
"Um padre pouco católico, pouco celibatário e pouco crente, rodeado por bispos fanáticos por golfe e traficantes de livros, num romance tragicómico cheio de inconveniências delirantes."
Assim é apresentado Os Pecados do Padre Music, de Alan Isler, editado pela Ulisseia em 2003.
Feliz 2008 :)
Assim é apresentado Os Pecados do Padre Music, de Alan Isler, editado pela Ulisseia em 2003.
Feliz 2008 :)
quinta-feira, novembro 15, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
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