quinta-feira, janeiro 17, 2008

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Zapping: A Dobra do Grito



«O grande sonho de Pollock era ser pintor.»
por Dobra

Zapping: 100nada

«Ali estou eu, no cimo do escadote, livros para um lado, livros para o outro, tira uns, volta a enfiar no espaço disponível já fora de sítio, mãos pretas de pó que limpar a última fila é quando se muda de casa ou de estantes ou as estantes de sítio, a ler lombadas, a ver lombadas partidas de uso e mais voltas, as páginas amareladas, as capas fanadas (o paperback não tem qualidade nenhuma mesmo) e penso: nunca, nunca mais vou reler isto. Não tenho tempo nem para ler o que ainda não li e que gostava de ler, não vou ter para reler o que gostei mas não me parece que valha a pena o gasto de tempo. E é nisto, nesta realidade que bate de vez em quando na prática (porque na teoria toda a gente sabe que não se vai para mais novo) que uma pessoa vê que o tempo não é - de todo - aquela carpete que se estendia sem destino para lá de portas invisíveis.
Agora já se vislumbra a ombreira.
É fodido.»
por Catarina C.

sábado, janeiro 05, 2008

Os mitos da sociedade portuguesa

Este Os Mitos da Economia Portuguesa tem conseguido estar nos meios de comunicação social quase diariamente desde o seu lançamento, há algumas semanas. A última referência vem no artigo de Carlos Fiolhais, no Público de ontem, elogiando a obra e comparando-a a livros como Freakonomics e O Economista Disfarçado.

E diz assim: «A obra explica-nos que o atraso económico português tem muito a ver com o nosso atraso na chegada ao trabalho: segundo o autor, só chegamos a horas ao futebol e à missa.» Mas esse clássico atraso português está directamente relacionado com duas das maiores instituições portuguesas: a Ponte 25 de Abril e o café.

Não é possível ver ou ouvir um qualquer programa matinal na tv ou na rádio durante 5 minutos sem que na emissão surja o Paulo Ferreira de Melo ou um seu qualquer sucedâneo informando que a fila já chega à 2ª ponte do Feijó, a Coina ou, nos piores dias, a Marrocos, mas mesmo assim ainda há quem culpe a ponte pelo atraso de hoje (também já tinha sido ontem e antes de anteontem). E é óbvio que, depois do stress da ponte, ou da linha de Sintra, ou do 24, é necessário um shot de cafeína para o dia começar bem: um cafézinho para aqui, deixa-me cá passar isto da prateleira de cima para a de baixo, um cafézinho para ali, e assim se passa mais um dia de trabalho. Isto está directamente relacionado com a economia, mas no fundo, é um mito da sociedade portuguesa, outro dos quais está a sofrer um forte abalo neste início de ano. Engraçado como a parte de fora dos centros comerciais e edifícios de escritórios me fazem agora lembrar os tempos de escola.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Momento zen de início do ano

"Um padre pouco católico, pouco celibatário e pouco crente, rodeado por bispos fanáticos por golfe e traficantes de livros, num romance tragicómico cheio de inconveniências delirantes."

Assim é apresentado Os Pecados do Padre Music, de Alan Isler, editado pela Ulisseia em 2003.

Feliz 2008 :)

quinta-feira, novembro 15, 2007

O Sétimo Selo que não é filme do Bergman



O Zé já sabe que vai continuar nas capas dos jornais até ao Natal.

quinta-feira, outubro 11, 2007

quinta-feira, setembro 06, 2007

Zapping: Clube de Leitura



«"1984" é um livro que se lê com um sentimento de inquietação crescente à medida que vamos avançando nas páginas. Exemplar magistral de um género literário denominado de "distopia" (ver http://en.wikipedia.org/wiki/Dystopian para umas luzes sobre o assunto), o livro tem sido abordado e comentado desde a altura em que foi escrito e mantém uma actualidade notável.
É absolutamente impossível não nos identificarmos com Winston, funcionário do partido comum que tem por função a reescrita da História, que gradualmente vai tomando consciência da opressão e falta de liberdade que permeia a sua vida. Partindo de um primeiro exercício de liberdade individual, simbolizado pela compra de um pequeno caderno onde começa a escrever o seu diário, o encontro com o amor (Julia) lança-o numa espiral de acontecimentos que o leva desde uma série de atitudes e comportamentos subversivos até ao momento em que finalmente é capturado pela polícia do pensamento e inicia um longo processo de reeducação com vista à sua reinserção na sociedade vigente.
É um livro que nos deixa a pensar sobre nós próprios e sobre qual o modelo de sociedade que queremos. Estaremos de facto pronto a abandonarmos uma série de liberdades individuais de modo a ganhar uma pseudo-tranquilidade na nossa vida normal? As estratégias e políticas securitárias que têm pela base o medo de um agente externo ameaçador acabam por levar, em última instância, a movimentos de repressão dentro das próprias sociedades ditas livres justificados pressupostamente por esse receio generalizado. É bastante mais fácil fazer passar certas políticas de controlo social em ambientes desfavoráveis e em cenários de crise, sem que haja uma resposta ou contestação social que impeça esses avanços. Basta lembrar o modo como certas ditaduras chegaram e se instalaram no poder.
"1984" deixa uma grande inquietação no futuro e abala a confiança na benignidade do Homem, mas desperta igualmente e saímos desta leitura mais alertas e, arrisco dizer, melhor preparados para as perturbações futuras que por aí vêm.»
por Nunovsky

quarta-feira, agosto 15, 2007

Sinfest

A 1ª


A 1ª que eu vi


A de hoje


E em livro

segunda-feira, agosto 06, 2007

Do Crítico Literário - Diário do Admirador de Lombadas...

Há quanto tempo já não leio um livro? A literatura inteira perdeu-se no tédio das minhas horas. Folheio as páginas, admiro os títulos, aprecio as capas. Tudo o mais me passa ao lado como ao homem casto é indiferente o desejo. A livraria é para mim um Museu. Entro, contente por ser domingo e eu não pagar a entrada - curiosamente é sempre domingo quando entro em livrarias. Contemplo as peças postas e tenho sempre cuidado para não lhes mexer. Se estão de frente penso: «Que capa bonita!», mesmo que o não ache. Porque não compreendo aquela arte, mas se alí está exposta é porque uma autoridade a entendeu e eu respeito sempre a autoridade. Se estão por ordem, na sua prateleira, percebo que estão catalogados, e que o modo correcto de estarem é exactamente assim como estão. E mesmo não alcançando a intenção do autor e o critério que o expositor escolheu, considero, um pouco mais alto, para que à minha volta me ouçam e tudo pareça bem: «Que rica lombada! Que ordem! Que perfeição! O artista estava embrenhado de rigor estético!» E, considerado isto, vou-me embora, agradecendo muito a tolerância e o cuidado aos curadores do Museu.

É também assim que faço com a vida...

quinta-feira, maio 31, 2007

quarta-feira, maio 30, 2007

Zapping: Desmancha-Prazeres

"The most essential gift for a good writer is a built-in, shock-proof, shit detector."
Ernest Hemingway

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