...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
quinta-feira, janeiro 17, 2008
quarta-feira, janeiro 16, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Zapping: 100nada
«Ali estou eu, no cimo do escadote, livros para um lado, livros para o outro, tira uns, volta a enfiar no espaço disponível já fora de sítio, mãos pretas de pó que limpar a última fila é quando se muda de casa ou de estantes ou as estantes de sítio, a ler lombadas, a ver lombadas partidas de uso e mais voltas, as páginas amareladas, as capas fanadas (o paperback não tem qualidade nenhuma mesmo) e penso: nunca, nunca mais vou reler isto. Não tenho tempo nem para ler o que ainda não li e que gostava de ler, não vou ter para reler o que gostei mas não me parece que valha a pena o gasto de tempo. E é nisto, nesta realidade que bate de vez em quando na prática (porque na teoria toda a gente sabe que não se vai para mais novo) que uma pessoa vê que o tempo não é - de todo - aquela carpete que se estendia sem destino para lá de portas invisíveis.
Agora já se vislumbra a ombreira.
É fodido.»
Agora já se vislumbra a ombreira.
É fodido.»
por Catarina C.
domingo, janeiro 06, 2008
sábado, janeiro 05, 2008
Os mitos da sociedade portuguesa
Este Os Mitos da Economia Portuguesa tem conseguido estar nos meios de comunicação social quase diariamente desde o seu lançamento, há algumas semanas. A última referência vem no artigo de Carlos Fiolhais, no Público de ontem, elogiando a obra e comparando-a a livros como Freakonomics e O Economista Disfarçado.E diz assim: «A obra explica-nos que o atraso económico português tem muito a ver com o nosso atraso na chegada ao trabalho: segundo o autor, só chegamos a horas ao futebol e à missa.» Mas esse clássico atraso português está directamente relacionado com duas das maiores instituições portuguesas: a Ponte 25 de Abril e o café.
Não é possível ver ou ouvir um qualquer programa matinal na tv ou na rádio durante 5 minutos sem que na emissão surja o Paulo Ferreira de Melo ou um seu qualquer sucedâneo informando que a fila já chega à 2ª ponte do Feijó, a Coina ou, nos piores dias, a Marrocos, mas mesmo assim ainda há quem culpe a ponte pelo atraso de hoje (também já tinha sido ontem e antes de anteontem). E é óbvio que, depois do stress da ponte, ou da linha de Sintra, ou do 24, é necessário um shot de cafeína para o dia começar bem: um cafézinho para aqui, deixa-me cá passar isto da prateleira de cima para a de baixo, um cafézinho para ali, e assim se passa mais um dia de trabalho. Isto está directamente relacionado com a economia, mas no fundo, é um mito da sociedade portuguesa, outro dos quais está a sofrer um forte abalo neste início de ano. Engraçado como a parte de fora dos centros comerciais e edifícios de escritórios me fazem agora lembrar os tempos de escola.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Momento zen de início do ano
"Um padre pouco católico, pouco celibatário e pouco crente, rodeado por bispos fanáticos por golfe e traficantes de livros, num romance tragicómico cheio de inconveniências delirantes."
Assim é apresentado Os Pecados do Padre Music, de Alan Isler, editado pela Ulisseia em 2003.
Feliz 2008 :)
Assim é apresentado Os Pecados do Padre Music, de Alan Isler, editado pela Ulisseia em 2003.
Feliz 2008 :)
quinta-feira, novembro 15, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
quarta-feira, outubro 10, 2007
quinta-feira, setembro 06, 2007
Zapping: Clube de Leitura

«"1984" é um livro que se lê com um sentimento de inquietação crescente à medida que vamos avançando nas páginas. Exemplar magistral de um género literário denominado de "distopia" (ver http://en.wikipedia.org/wiki/Dystopian para umas luzes sobre o assunto), o livro tem sido abordado e comentado desde a altura em que foi escrito e mantém uma actualidade notável.
É absolutamente impossível não nos identificarmos com Winston, funcionário do partido comum que tem por função a reescrita da História, que gradualmente vai tomando consciência da opressão e falta de liberdade que permeia a sua vida. Partindo de um primeiro exercício de liberdade individual, simbolizado pela compra de um pequeno caderno onde começa a escrever o seu diário, o encontro com o amor (Julia) lança-o numa espiral de acontecimentos que o leva desde uma série de atitudes e comportamentos subversivos até ao momento em que finalmente é capturado pela polícia do pensamento e inicia um longo processo de reeducação com vista à sua reinserção na sociedade vigente.
É um livro que nos deixa a pensar sobre nós próprios e sobre qual o modelo de sociedade que queremos. Estaremos de facto pronto a abandonarmos uma série de liberdades individuais de modo a ganhar uma pseudo-tranquilidade na nossa vida normal? As estratégias e políticas securitárias que têm pela base o medo de um agente externo ameaçador acabam por levar, em última instância, a movimentos de repressão dentro das próprias sociedades ditas livres justificados pressupostamente por esse receio generalizado. É bastante mais fácil fazer passar certas políticas de controlo social em ambientes desfavoráveis e em cenários de crise, sem que haja uma resposta ou contestação social que impeça esses avanços. Basta lembrar o modo como certas ditaduras chegaram e se instalaram no poder.
"1984" deixa uma grande inquietação no futuro e abala a confiança na benignidade do Homem, mas desperta igualmente e saímos desta leitura mais alertas e, arrisco dizer, melhor preparados para as perturbações futuras que por aí vêm.»
por Nunovsky
quarta-feira, agosto 15, 2007
segunda-feira, agosto 06, 2007
Do Crítico Literário - Diário do Admirador de Lombadas...
Há quanto tempo já não leio um livro? A literatura inteira perdeu-se no tédio das minhas horas. Folheio as páginas, admiro os títulos, aprecio as capas. Tudo o mais me passa ao lado como ao homem casto é indiferente o desejo. A livraria é para mim um Museu. Entro, contente por ser domingo e eu não pagar a entrada - curiosamente é sempre domingo quando entro em livrarias. Contemplo as peças postas e tenho sempre cuidado para não lhes mexer. Se estão de frente penso: «Que capa bonita!», mesmo que o não ache. Porque não compreendo aquela arte, mas se alí está exposta é porque uma autoridade a entendeu e eu respeito sempre a autoridade. Se estão por ordem, na sua prateleira, percebo que estão catalogados, e que o modo correcto de estarem é exactamente assim como estão. E mesmo não alcançando a intenção do autor e o critério que o expositor escolheu, considero, um pouco mais alto, para que à minha volta me ouçam e tudo pareça bem: «Que rica lombada! Que ordem! Que perfeição! O artista estava embrenhado de rigor estético!» E, considerado isto, vou-me embora, agradecendo muito a tolerância e o cuidado aos curadores do Museu.É também assim que faço com a vida...
sexta-feira, julho 06, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
quarta-feira, maio 30, 2007
Zapping: Desmancha-Prazeres
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















