«Celebra-se no próximo dia 23 de Abril, Segunda-feira, mais um Dia Mundial do Livro. Para assinalar esta data a Assírio & Alvim convida-o a visitar a sua livraria na Rua Passos Manuel onde, ao longo de todo o dia, poderá adquirir qualquer livro com 50% de desconto*. Histórias de amor, aventuras, rumores de guerra e de paixão, poesia. Leia um livro e dê asas à sua imaginação. Com preços assim, só não o fará se não quiser!
Livraria Assírio & Alvim; Rua Passos Manuel, 67-B, 1150-258 Lisboa. Telefone: 21 358 3030. Horário: das 10h às 13h e das 14h às 19h.
* Promoção válida apenas para livros com mais de 18 meses de publicação, ao abrigo da lei do preço fixo. Esta promoção não é válida para a Feira de Livros Manuseados.»
...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
segunda-feira, abril 23, 2007
domingo, abril 15, 2007
Reminiscências: Curta Consideração sobre Drummond:


Carlos Drummond de Andrade é tido como o grande poeta brasileiro, o Fernando Pessoa do Brasil. Como muito da literatura brasileira, eu tenho-o como um poeta menor. Ele escreveu textos lindíssimos. Isto é inegável. «Segredo» é dos melhores poemas que já alguma vez lí. Tem frases de uma beleza incomparável. Era um homem sensível de certo talento. Mas não façam dele o gigante que não é. «No meio do caminho tinha uma pedra… etc.,» tem uma única frase poética:
"nunca esquecerei esse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas…"
Este é o poema. A pedra e o caminho repetidos ad nauseam são traços pessoais válidos, mas erros da literatura. O poema, porém, que o é a custo, tornou-se um marco na Poesia Lusófona, seja lá isso o que fôr. Mas o que motivou o poema da pedra? O que obrigou Drummond a essa interminável repetição? Que espécie de desespero não literário (e o desespero é, por norma, literário – a literatura sempre apreciou uma boa tragédia) assolou o poeta ocasional que era Drummond, de modo a que ele arruinasse as duas linhas supra-citadas com um simples calhau repousado num qualquer percurso?
É evidente que o caminho era a vida do poeta e o calhau em questão um obstáculo intransponível ou uma tragédia pessoal, naquele momento, inultrapassável ou com a qual o sujeito poético (como é do agrado das academias) não se conformava. Mas vingar-se no leitor inocente para lhe impôr de modo tão cru o calhau da sua dôr pessoal, não será demasiado egoísta, mesmo por parte de um autor aclamado?
De acordo com certas interpretações, a pedra no meio do caminho confunde-se, de algum modo, com o Destino, tendo este, por sua vez, ditado a morte de um filho de Drummond. Ora, quem acredita no Destino, afirma que, nessa inevitabilidade entediante, há um propósito superior inquestionável e interrompível, com um sentido demasiado grande para a limitada compreensão humana. Como é porém possível que, 2000 anos depois da barbárie das civilizações que nos precederam, continue a haver quem entenda ser justificável, de acordo com uma visão superior, o sacrifício de Isac? Não será consolação demasiado cobarde para o espírito atormentado pela dôr pessoal?
Eu que não acredito no Destino, que digo que a vida não é um caminho mas uma partida de xadrês e que sou eu que movimento as minhas peças em direção ao derradeiro xeque-mate (e com quem jogo senão comigo mesmo? Sim, estou condenado a vencer-me mas esse é o prazer do jogo e só assim ele se torna possível), eu sinto, inexplicável e paradoxalmente, embrenhada, entre tantas certezas, esta confusão tão característica de mim mesmo: de que lado estou quando jogo as peças? Como lidar com as minhas escolhas na esquizofrenia das minhas personalidades? Quando o acaso ou o erro me torturam, e os desgostos se acumulam sobre o corpo, como viver tudo isso? Como recuperar a peça perdida, ou, na linguagem de Drummond, como passar além da pedra que nos impede ou nos espanta o caminho? A pergunta é uma incógnita a que só a circunstância particular do que se vive poderá responder. Porque nenhuma realidade, nenhum problema é passível a generalizações. É por querer generalizar as suas soluções que o homem falha a resposta a todos os seus problemas. E se, por hipótese, eu falhar a reparação do erro? Errar ao corrigir um erro já cometido, não será o cúmulo da incapacidade? E quantas vezes falhamos a correcção anterior! A nossa vida é então uma sequência de jogadas ou de passos em falso. Assim, no meu tabuleiro de xadrês, a derrota é garantida para qualquer um dos lados do tabuleiro, e no caminho de Drummond haverá sempre uma pedra a impedir a passagem, que se multiplica noutras pedras suas iguais e se hiperboliza numa pedra maior até se tornar num rochedo intransponível. Que força de Homem, interior ou exterior, pode derrubar um rochedo? Onde está o mito de Hercules nessas horas? É neste momento de contemplação da derrota que eu tenho pena das minhas limitações de mortal e, consequentemente, de mim mesmo. E, por força dessas desilusões, vou-me tornando cada vez mais insensível.
Julgo então que foi neste espírito de crescente insensibilidade, que eu encarei, Drummond, a revelação de ser, a pedra que assombrou o teu caminho, o teu filho nado-morto. Também aqui tive pena. Mas não me parece que fosse essa a tua vontade. Nem tampouco a minha. A minha pena por ti não te consola nem me torna a mim em alguém melhor. Pelo contrário. Tu tornas-te ridículo e patético e eu torno-me vil por te dar a entender, por meio da minha pena, que sou melhor do que tu. Assim, eu passo a ser a pedra no meio do teu caminho, e tu a assombração permanente da minha própria derrota. Tu com o teu rochedo intransponível, eu com a ameaça constante de um mate que não desejo.
O maior inconveniente da dôr é termos de vivê-la contra a nossa vontade. O Destino dá a ilusão de um desígnio. O meu egoísmo dá-lhe a ilusão de uma escolha. O melhor seria ignorares a tua pedra e eu ignorar o meu jogo, esquecer as suas regras, ignorar que o Rei pode ser posto em cheque e perder o jogo.
É esta, creio eu, a prova de que não existe um Destino: Se ignorarmos todas as regras por que, normalmente, se regem as coisas, podemos criar um Universo paralelo em que somos nós que decidimos o resultado dos dados: O Deus que nos tornaremos passará a brincar às probabilidades por saber de antemão o resultado. É nessa quebra que reside a verdadeira poesia.
Quando deixáste de falar directamente da pedra para dizeres que não te esquecerias dela, foi quando efectivamente te esqueceste dela e a tua escrita respirou como um poema. Depois o nome da pedra voltou para amordaçar a poesia.
Não existe pedra, não existe caminho, tu passas por todo o lado. E eu não vivo em nenhum tabuleiro, não sei o que é um Rei, uma torre é um bloco de cimento onde as princesas sobem para apreciar a paisagem, tudo é fácil e belo, o dicionário de línguas não contempla o que poderia ter sido a palavra: xadrês… Este é o poema.
"nunca esquecerei esse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas…"
Este é o poema. A pedra e o caminho repetidos ad nauseam são traços pessoais válidos, mas erros da literatura. O poema, porém, que o é a custo, tornou-se um marco na Poesia Lusófona, seja lá isso o que fôr. Mas o que motivou o poema da pedra? O que obrigou Drummond a essa interminável repetição? Que espécie de desespero não literário (e o desespero é, por norma, literário – a literatura sempre apreciou uma boa tragédia) assolou o poeta ocasional que era Drummond, de modo a que ele arruinasse as duas linhas supra-citadas com um simples calhau repousado num qualquer percurso?
É evidente que o caminho era a vida do poeta e o calhau em questão um obstáculo intransponível ou uma tragédia pessoal, naquele momento, inultrapassável ou com a qual o sujeito poético (como é do agrado das academias) não se conformava. Mas vingar-se no leitor inocente para lhe impôr de modo tão cru o calhau da sua dôr pessoal, não será demasiado egoísta, mesmo por parte de um autor aclamado?
De acordo com certas interpretações, a pedra no meio do caminho confunde-se, de algum modo, com o Destino, tendo este, por sua vez, ditado a morte de um filho de Drummond. Ora, quem acredita no Destino, afirma que, nessa inevitabilidade entediante, há um propósito superior inquestionável e interrompível, com um sentido demasiado grande para a limitada compreensão humana. Como é porém possível que, 2000 anos depois da barbárie das civilizações que nos precederam, continue a haver quem entenda ser justificável, de acordo com uma visão superior, o sacrifício de Isac? Não será consolação demasiado cobarde para o espírito atormentado pela dôr pessoal?
Eu que não acredito no Destino, que digo que a vida não é um caminho mas uma partida de xadrês e que sou eu que movimento as minhas peças em direção ao derradeiro xeque-mate (e com quem jogo senão comigo mesmo? Sim, estou condenado a vencer-me mas esse é o prazer do jogo e só assim ele se torna possível), eu sinto, inexplicável e paradoxalmente, embrenhada, entre tantas certezas, esta confusão tão característica de mim mesmo: de que lado estou quando jogo as peças? Como lidar com as minhas escolhas na esquizofrenia das minhas personalidades? Quando o acaso ou o erro me torturam, e os desgostos se acumulam sobre o corpo, como viver tudo isso? Como recuperar a peça perdida, ou, na linguagem de Drummond, como passar além da pedra que nos impede ou nos espanta o caminho? A pergunta é uma incógnita a que só a circunstância particular do que se vive poderá responder. Porque nenhuma realidade, nenhum problema é passível a generalizações. É por querer generalizar as suas soluções que o homem falha a resposta a todos os seus problemas. E se, por hipótese, eu falhar a reparação do erro? Errar ao corrigir um erro já cometido, não será o cúmulo da incapacidade? E quantas vezes falhamos a correcção anterior! A nossa vida é então uma sequência de jogadas ou de passos em falso. Assim, no meu tabuleiro de xadrês, a derrota é garantida para qualquer um dos lados do tabuleiro, e no caminho de Drummond haverá sempre uma pedra a impedir a passagem, que se multiplica noutras pedras suas iguais e se hiperboliza numa pedra maior até se tornar num rochedo intransponível. Que força de Homem, interior ou exterior, pode derrubar um rochedo? Onde está o mito de Hercules nessas horas? É neste momento de contemplação da derrota que eu tenho pena das minhas limitações de mortal e, consequentemente, de mim mesmo. E, por força dessas desilusões, vou-me tornando cada vez mais insensível.
Julgo então que foi neste espírito de crescente insensibilidade, que eu encarei, Drummond, a revelação de ser, a pedra que assombrou o teu caminho, o teu filho nado-morto. Também aqui tive pena. Mas não me parece que fosse essa a tua vontade. Nem tampouco a minha. A minha pena por ti não te consola nem me torna a mim em alguém melhor. Pelo contrário. Tu tornas-te ridículo e patético e eu torno-me vil por te dar a entender, por meio da minha pena, que sou melhor do que tu. Assim, eu passo a ser a pedra no meio do teu caminho, e tu a assombração permanente da minha própria derrota. Tu com o teu rochedo intransponível, eu com a ameaça constante de um mate que não desejo.
O maior inconveniente da dôr é termos de vivê-la contra a nossa vontade. O Destino dá a ilusão de um desígnio. O meu egoísmo dá-lhe a ilusão de uma escolha. O melhor seria ignorares a tua pedra e eu ignorar o meu jogo, esquecer as suas regras, ignorar que o Rei pode ser posto em cheque e perder o jogo.
É esta, creio eu, a prova de que não existe um Destino: Se ignorarmos todas as regras por que, normalmente, se regem as coisas, podemos criar um Universo paralelo em que somos nós que decidimos o resultado dos dados: O Deus que nos tornaremos passará a brincar às probabilidades por saber de antemão o resultado. É nessa quebra que reside a verdadeira poesia.
Quando deixáste de falar directamente da pedra para dizeres que não te esquecerias dela, foi quando efectivamente te esqueceste dela e a tua escrita respirou como um poema. Depois o nome da pedra voltou para amordaçar a poesia.
Não existe pedra, não existe caminho, tu passas por todo o lado. E eu não vivo em nenhum tabuleiro, não sei o que é um Rei, uma torre é um bloco de cimento onde as princesas sobem para apreciar a paisagem, tudo é fácil e belo, o dicionário de línguas não contempla o que poderia ter sido a palavra: xadrês… Este é o poema.
(Lisboa, 29/11/99)
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Zapping: cadernos - amf
«Íamos de férias e deixávamos a casa sozinha. Lembro-me de pensar no que faria sem nós. Havia quem voltasse para dizer adeus uma última vez. Mas a casa igual. De qualquer forma despedíamo-nos para que se lembrasse e dizíamos não deixe a nossa casa sozinha mãe, o nosso quarto, diga adeus, despeça-se, despeça-se depressa antes que se esqueça.»
por amf
sábado, janeiro 06, 2007
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Zapping: A a Z

Na penumbra da sala, um candeeiro
ocupa o centro do teu mundo.
Lês a vida pelo livro que seguras
na mão, aberto na mesma página.
Pelos vidros da janela, um resto de azul
esvai-se com a noite que chega.
Mas não vês o mundo, lá fora,
nem ouves nada do que se passa.
As flores murcharam na jarra,
o sofá continua vazio.
E lês a mesma página de sempre,
para que também a tua vida não mude.
por Nuno Júdice
sexta-feira, novembro 24, 2006
Lançamento, este Sábado, 25 de Novembro
«a partir das 15h e até quando a luz o permitir, terá lugar, na Livraria Almedina do Saldanha, em Lisboa, uma Cerimónia Ritual de Destruição de Livros de BD. A destruição será levada a cabo com a ajuda de pincéis, lápis de cor, marcadores e outras ferramentas igualmente letais e de efeito perdurável; no papel de Sumos-Sacerdotes Sacrificadores estará uma dupla de Abomináveis Homens Sem Sombra, o iníquo José Carlos Fernandes e o obnóxio Luís Henriques. O pretexto para este ritual é o recente lançamento do "Tratado de Umbrografia", volume inaugural das "Black Box Stories", série que se adivinha longa, molesta e funesta. No final será sorteado um rinoceronte entre os presentes. À saída, os participantes na cerimónia deverão certificar-se de que levam consigo as suas próprias sombras.»quarta-feira, novembro 22, 2006
sábado, novembro 18, 2006
Zapping: Beco das Imagens
«REQUISIÇÕESLinha vermelha, escadas rolantes e sol nos Olivais. Devolver os livros da quinzena passada e requisitar mais cinco. E agradecer à Bedeteca por disponibilizar um fundo bibliográfico muito simpático, onde há 'históricos', 'clássicos' e 'teóricos' de várias espécies e onde não faltam as novidades que nunca chegam às livrarias de cá ou os autores menos comercializáveis. E tudo de borla; basta mostrar o cartãozinho das BLX (que também não custa nada) e tratar bem as 'espécies' que se trazem para casa. Hoje vieram estes. Daqui a duas semanas há mais.»
texto de Sara Figueiredo Costa
quinta-feira, outubro 05, 2006
Vamos ao Teatro?
«Esta é a história de um homem decepcionado, um cão velho que mia, uma máquina do tempo, um Uapiti que se deixa caçar, e outras dezassete personagens com diferentes ideias sobre o que é a felicidade.
Sob um céu demasiado baixo, uma solução que nos estralhaça vale mais do que qualquer incerteza?»
Adaptação do texto de Boris Vian, Erva Vermelha estará na Sala Estúdio do Teatro da Trindade de 13 de Outubro a 5 de Novembro, incluída na Trilogia do Cão (O Morto e a Máquina está em cena até 8 de Outubro, Timbuktu a partir de 11 de Novembro).
Mais informações na página do Teatro da Trindade.
Sob um céu demasiado baixo, uma solução que nos estralhaça vale mais do que qualquer incerteza?»
Adaptação do texto de Boris Vian, Erva Vermelha estará na Sala Estúdio do Teatro da Trindade de 13 de Outubro a 5 de Novembro, incluída na Trilogia do Cão (O Morto e a Máquina está em cena até 8 de Outubro, Timbuktu a partir de 11 de Novembro).
Mais informações na página do Teatro da Trindade.
quarta-feira, julho 19, 2006
terça-feira, julho 18, 2006
Zapping: La république des livres

«Nul besoin d'être collectionneur, bibliophile ou fétichiste pour éprouver l'irrépressible désir de caresser les pages de ce livre. Douce, vertigineuse et enivrante doit en être la sensation. Cela ne s'explique pas. La chose en question n'est autre que le premier recueil des pièces de Shakespeare jamais publié, en 1623 soit sept ans après sa mort. La Nuit des rois, Macbeth, Comme il vous plaira, Songe d'une nuit d'été, Peine d'amours perdues, La Mégère apprivoisée... Considéré comme "le plus important" opus de la littérature anglaise, il était la propriété d'une des plus anciennes bibliothèques municipales anglaises, celle du Dr William's, à Bloomsbury, qui veillait dessus depuis 1716. Or comme elle avait urgemment besoin de fonds pour ne pas péricliter, elle s'est résolue à céder son trésor.»
quinta-feira, junho 15, 2006
Biblioteca Municipal José Saramago - Loures

Agenda:
17 de Junho, 15h00
Histórias do arco da velha: sete cores, sete histórias
Classificação: para todas as idades.
24 de Junho, 15h00
Papapalavras
Animação para bebés e acompanhantes.
Traga a papa do bebé para ele a papar no papapalavras.
1 de Julho, 15h00
“Sábados em cheio” – animação para toda a família
O senhor distraído, de António Torrado
Do livro: Da Rua do contador à Rua do ouvidor
Uma história divertida dum senhor que perde tudo: os óculos, o pente, o chapéu-de-chuva, a caneta e até a cabeça.
Classificação: para todas as idades.
8 de Julho, 15h00
A árvore, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Conto tradicional japonês recontado pela autora, resultante do seu primeiro encontro com o fascínio do Oriente.
Classificação: para todas as idades.
domingo, maio 28, 2006
Zapping: con valor
«Siempre hay algún libro que dé respuesta a nuestra necesidad más íntima»

«Me inquieta también la velocidad que condiciona nuestra actividad empresarial en esa loca rotación de novedades que han impuesto los grandes grupos de edición.»

«Este año, creo que hay coincidencia en calendario durante algunos días con el mundial de fútbol. Así que es posible que esta escena que hace ya unos añitos nos regalaba Forges se vuelva a repetir.»

«Me inquieta también la velocidad que condiciona nuestra actividad empresarial en esa loca rotación de novedades que han impuesto los grandes grupos de edición.»

«Este año, creo que hay coincidencia en calendario durante algunos días con el mundial de fútbol. Así que es posible que esta escena que hace ya unos añitos nos regalaba Forges se vuelva a repetir.»
domingo, maio 21, 2006
Zapping: Por um Triz
«É claro que, sempre que possível, eu compro livros (ou recebo alguns de presente), mas nem todos permanecem por muito tempo na minha estante, a não ser que eu goste muito deles -- o que tem acontecido raramente. Assim sendo, os exemplares vão ficando empilhados nas bordas livres das prateleiras até a época do ano em que costumo fazer doações para bibliotecas públicas. E minha estante volta à sua configuração original, ou quase. Mas também tenho uma mania curiosa: livros que li emprestado e que gostei, se eu encontrar um exemplar num sebo, não hesito: compro-o! -- pelo simples prazer de possuí-lo, e também "completar" minha coleção. Neste caso, não me importa tanto o estado do livro em si. Evidente que quanto mais novo melhor, mas se ele estiver desgastado não faz mal: eu também gosto de "restauração". E limpo folha por folha, lustro a capa, conserto a lombada, encapo com papel marmorizado... Ou seja, os livros não são, para mim, apenas um punhado de textos ordenados em páginas presas em capas com a mera finalidade de leitura, eles são também "objetos estéticos".»
terça-feira, maio 16, 2006
Penguin mania: Steinbeck + Capa, Henry James, Icelandic Family Sagas
«There was one woman, with an engaging face and a great laugh, whom Capa picked out for a portrait. She was the village wit. She said, "I am not only a great worker, I am twice widowed, and many men are afraid of me now." And she shook a cucumber in the lens of Capa's camera.And Capa said, "Perhaps you'd like to marry me now?"
She rolled back her head and howled with laughter. "Now you, look!" she said. "If God had consulted the cucumber before he made man, there would be less unhappy women in the world." The whole field roared with laughter at Capa.»
págs.74 e 75
A Russian Journal, de John Steinbeck, com fotografias de Robert Capa.
«In the first weeks the days were long; they often, at their finest, gave me what i used to call my own hour, the hour when, for my pupils, tea-time and bed-time having come and gone, I had before my final retirement a small interval alone. Much as I liked my companions this hour was the thing in the day I liked most; and I liked it best of all when, as the light faded - or rather, I should say, the day lingered and the last calls of the last birds sounded, in a flushed sky, from the old trees - I could take a turn into the grounds and enjoy, almost with a sense of property that amused and flattered me, the beauty and dignity of the place.»pág.163
The Turn of the Screw and The Aspern Papers, de Henry James.
«One day it happened that Njal and Thord were sitting together outside. A he-goat had the habit of walking around the hayfield, and no one was allowed to chase it away.Thord said, "Now this is amazing.".
"What do you see that so amazes you?" said Njal.
"I think I see the goat lying in the hollow over there, all covered with blood."
Njal said there was no goat or anything else ove there.
"What is it, then?" said Thord.
"You must be a doomed man," said Njal, "and you have seen your personal spirit, and now you must be on your guard."
"That won't do me any good," said Thord, "if my fate is sealed."»
pág.69
Njal's Saga.
domingo, maio 14, 2006
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