«Esta é a história de um homem decepcionado, um cão velho que mia, uma máquina do tempo, um Uapiti que se deixa caçar, e outras dezassete personagens com diferentes ideias sobre o que é a felicidade.
Sob um céu demasiado baixo, uma solução que nos estralhaça vale mais do que qualquer incerteza?»
Adaptação do texto de Boris Vian, Erva Vermelha estará na Sala Estúdio do Teatro da Trindade de 13 de Outubro a 5 de Novembro, incluída na Trilogia do Cão (O Morto e a Máquina está em cena até 8 de Outubro, Timbuktu a partir de 11 de Novembro).
Mais informações na página do Teatro da Trindade.
...e também não é por roubar um pássaro ou um livro, que logo dá aos amigos, que o Alba tem as mãos sujas. chartapaciu@gmail.com
quinta-feira, outubro 05, 2006
quarta-feira, julho 19, 2006
terça-feira, julho 18, 2006
Zapping: La république des livres

«Nul besoin d'être collectionneur, bibliophile ou fétichiste pour éprouver l'irrépressible désir de caresser les pages de ce livre. Douce, vertigineuse et enivrante doit en être la sensation. Cela ne s'explique pas. La chose en question n'est autre que le premier recueil des pièces de Shakespeare jamais publié, en 1623 soit sept ans après sa mort. La Nuit des rois, Macbeth, Comme il vous plaira, Songe d'une nuit d'été, Peine d'amours perdues, La Mégère apprivoisée... Considéré comme "le plus important" opus de la littérature anglaise, il était la propriété d'une des plus anciennes bibliothèques municipales anglaises, celle du Dr William's, à Bloomsbury, qui veillait dessus depuis 1716. Or comme elle avait urgemment besoin de fonds pour ne pas péricliter, elle s'est résolue à céder son trésor.»
quinta-feira, junho 15, 2006
Biblioteca Municipal José Saramago - Loures

Agenda:
17 de Junho, 15h00
Histórias do arco da velha: sete cores, sete histórias
Classificação: para todas as idades.
24 de Junho, 15h00
Papapalavras
Animação para bebés e acompanhantes.
Traga a papa do bebé para ele a papar no papapalavras.
1 de Julho, 15h00
“Sábados em cheio” – animação para toda a família
O senhor distraído, de António Torrado
Do livro: Da Rua do contador à Rua do ouvidor
Uma história divertida dum senhor que perde tudo: os óculos, o pente, o chapéu-de-chuva, a caneta e até a cabeça.
Classificação: para todas as idades.
8 de Julho, 15h00
A árvore, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Conto tradicional japonês recontado pela autora, resultante do seu primeiro encontro com o fascínio do Oriente.
Classificação: para todas as idades.
domingo, maio 28, 2006
Zapping: con valor
«Siempre hay algún libro que dé respuesta a nuestra necesidad más íntima»

«Me inquieta también la velocidad que condiciona nuestra actividad empresarial en esa loca rotación de novedades que han impuesto los grandes grupos de edición.»

«Este año, creo que hay coincidencia en calendario durante algunos días con el mundial de fútbol. Así que es posible que esta escena que hace ya unos añitos nos regalaba Forges se vuelva a repetir.»

«Me inquieta también la velocidad que condiciona nuestra actividad empresarial en esa loca rotación de novedades que han impuesto los grandes grupos de edición.»

«Este año, creo que hay coincidencia en calendario durante algunos días con el mundial de fútbol. Así que es posible que esta escena que hace ya unos añitos nos regalaba Forges se vuelva a repetir.»
domingo, maio 21, 2006
Zapping: Por um Triz
«É claro que, sempre que possível, eu compro livros (ou recebo alguns de presente), mas nem todos permanecem por muito tempo na minha estante, a não ser que eu goste muito deles -- o que tem acontecido raramente. Assim sendo, os exemplares vão ficando empilhados nas bordas livres das prateleiras até a época do ano em que costumo fazer doações para bibliotecas públicas. E minha estante volta à sua configuração original, ou quase. Mas também tenho uma mania curiosa: livros que li emprestado e que gostei, se eu encontrar um exemplar num sebo, não hesito: compro-o! -- pelo simples prazer de possuí-lo, e também "completar" minha coleção. Neste caso, não me importa tanto o estado do livro em si. Evidente que quanto mais novo melhor, mas se ele estiver desgastado não faz mal: eu também gosto de "restauração". E limpo folha por folha, lustro a capa, conserto a lombada, encapo com papel marmorizado... Ou seja, os livros não são, para mim, apenas um punhado de textos ordenados em páginas presas em capas com a mera finalidade de leitura, eles são também "objetos estéticos".»
terça-feira, maio 16, 2006
Penguin mania: Steinbeck + Capa, Henry James, Icelandic Family Sagas
«There was one woman, with an engaging face and a great laugh, whom Capa picked out for a portrait. She was the village wit. She said, "I am not only a great worker, I am twice widowed, and many men are afraid of me now." And she shook a cucumber in the lens of Capa's camera.And Capa said, "Perhaps you'd like to marry me now?"
She rolled back her head and howled with laughter. "Now you, look!" she said. "If God had consulted the cucumber before he made man, there would be less unhappy women in the world." The whole field roared with laughter at Capa.»
págs.74 e 75
A Russian Journal, de John Steinbeck, com fotografias de Robert Capa.
«In the first weeks the days were long; they often, at their finest, gave me what i used to call my own hour, the hour when, for my pupils, tea-time and bed-time having come and gone, I had before my final retirement a small interval alone. Much as I liked my companions this hour was the thing in the day I liked most; and I liked it best of all when, as the light faded - or rather, I should say, the day lingered and the last calls of the last birds sounded, in a flushed sky, from the old trees - I could take a turn into the grounds and enjoy, almost with a sense of property that amused and flattered me, the beauty and dignity of the place.»pág.163
The Turn of the Screw and The Aspern Papers, de Henry James.
«One day it happened that Njal and Thord were sitting together outside. A he-goat had the habit of walking around the hayfield, and no one was allowed to chase it away.Thord said, "Now this is amazing.".
"What do you see that so amazes you?" said Njal.
"I think I see the goat lying in the hollow over there, all covered with blood."
Njal said there was no goat or anything else ove there.
"What is it, then?" said Thord.
"You must be a doomed man," said Njal, "and you have seen your personal spirit, and now you must be on your guard."
"That won't do me any good," said Thord, "if my fate is sealed."»
pág.69
Njal's Saga.
domingo, maio 14, 2006
segunda-feira, maio 01, 2006
Volta à Galiza vol.III: El Baul de Los Recuerdos
sábado, abril 22, 2006
sexta-feira, abril 21, 2006
Volta à Galiza vol.I: Diarios dun nómada - Xavier Queipo

«Oostende (Xusto antes da partida) 26.04.91
I´ve just wake up after a short nap. ¿Que fas falando no teu inglés atrapallado? Acouga. Ninguén está a falar contigo. Ninguén escoita. Estás só no camarote bebendo SPA.
Mal de linguas. Iso é o que tes, en troques de ter mal de mer como outras veces, mesmo antes da partida. E é que ficas como neno con xoguetes novos que non deixarás ata lle remexer nos miolos. É coma un xarampelo idiomático. Empezas por vivir en Bruxelas, capital da Europa occidental e delirio do bilingüísmo, por traballar nun servicio onde tódolos teus colegas falan inglés. Segues por ter un amigo chinés que o mistura co seu inglés internacional, por traballar, agora, nun barco alemán, onde os mariñeiros, pola súa procedencia do leste só falan alemán e ruso. Logo están as túas visitas a Portugal onde les o Público ou O Comércio do Porto ou se estás aburrido falas coa xente no mercado de Santa Apolonia no sábado pola tarde. E as festas, esquecía as festas na casa que Héctor ten na rue Sans-Souci (Precioso xardín con amendoeiros en flor) no que se fala en castelán con sotaque de Tenerife, de Cardiff ou de Vigo. Como remate, e para complica-las cousas estou traducindo un libro de Calvino Collecione di sabia do seu italiano orixinal ó meu galego case inacadémico, no que tamén resolvín escribir estas páxinas e outras. Mal de linguas. Benvido sexa.
Antes de saír escolmo tres versos de Octavio Paz, extraídos do soneto II de Bajo tu clara sombra. Escríboos na cabeceira do meu catre. Eles acompañarán a miña travesía:
«De la suma de instantes en que creces,
del circulo de imágenes del año,
retengo un mes de espumas y de peces.»»
págs. 11 e 12
Na partida, uma das coisas que mais me intrigava era a diferença (e a semelhança) entre as línguas, entre as gentes. À chegada, ficou a sensação de que essa busca exigirá mais viagens, mais descobertas. A literatura, neste primeiro encontro, serve então não só para gozo de si mesma, mas também para gozo da língua em que foi pensada e escrita, e que se quer também entendida.
«Mar aberto (Camiño dos barcos de pesca. Forza sete) 29.04.91
Cando remate esta travesía terei 27 días de vacacións. Día grisallo. Non me encontro ben. Non podo pensar senón no que ha de vir. O presente, só para esquencer.»
pág.14
Diarios dun nómada, de Xavier Queipo, Edicións Positivas, Dezembro de 1993
terça-feira, abril 18, 2006
Adivinha quem voltou

«O guarda ficou a ver Susan afastar-se pelo corredor de cimento. Reparara que os olhos dela, de um belo matiz de avelã, pareciam naquele dia um pouco distantes, mas as faces tinham uma frescura rosada e os cabelos castanhos, que usava pelos ombros, tinham sido recentemente lavados e escovados. Ao passar, deixara atrás de si um ténue cheiro a Johnson's Baby Powder. O olhar do guarda seguiu a linha esbelta do tronco - as alças do soutien quase invisíveis por baixo da blusa branca -, chegou à saia de caqui, pelos joelhos, e deteve-se finalmente nas pernas... as pernas de Susan Fletcher.
Custa a imaginar que transportam um QI de 170, pensou o homem.
Ficou a olhar para ela durante muito tempo. Quando Susan desapareceu ao longe, sacudiu a cabeça.»
pág. 18
sexta-feira, abril 07, 2006
Reinventando Drummond I: Música II



Uma coisa triste no fundo da sala.
Disseram-me que era Chopin.
- «Encantador» – respondi secamente; e recostei-me...
O meu interlocutor falou então de um desgaste quotidiano,
Vaticinou que esta vida é uma porção de deveres,
Estabeleceu metereologias e furores de dentro e fora da alma,
Relacionou sistemas e culturas com os calabouços do Homem,
Argumentou que as estrelas são simples candeeiros esquecidos pelos deuses
Quando há muitos anos se deitaram para dormir para sempre...
Constatando, enfadado, que eu nada dizia,
Perguntou caçoando o bigode o que eu achava...
Eu considerei as contas que era preciso pagar,
Os passos que era preciso dar,
As dificuldades…
Tudo parecia tão pesado,
Tão complexo,
Tão inútil...
O que havia a dizer?
Assim,
Enquaderei o Chopin na minha tristeza
E adormeci,
Deixando ao homem do sonho a responsabilidade de pagar todas as dívidas
E ao meu aborrecido interlocutor
O copo de gin semi-vazio
Que talvez guardasse essa resposta
Que eu não soube
Não quis,
Não pude dar…
Memórias IV: Apontamento Sobre a Verdade Oficial:
(Jaime Cortesão)
(Afonso Costa de acordo com uma caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro)
(Manuscrito de Memórias da Grande Guerra [A Primeira] de Jaime Cortesão)
a) – Este é o mais ingénuo… (Afonso Costa ad et apud Jaime Cortesão).
– Agradeço-lhe do coração: Não podia dizer-me palavra mais lisonjeira. (Jaime Cortesão, pelo próprio).
b) Há clarividências tão doentes que só nos vale contra elas o estigma da ingenuidade… (Olho Marinho, 03/12/05)
Memórias III: Queixume da alma segundo Rimbaud (Original e tradução):
Subscrever:
Mensagens (Atom)







