quinta-feira, julho 28, 2005

CARTAS A ANDREA - Ana Duart

Querida Andrea:

Erase una vez una niña que amaba las fábulas,
Y leía, leía miles de historias, relatos a cientos.
Y la rueca hilaba, hilaba los sueños...
Las tardes de cine eran su sustento, los héroes míticos, amores secretos.
Desde su butaca tocaba los cielos, y allí descubrió reales misterios...
La niña buscaba subir a otros suelos, tocar con sus manos dulzura y talento.
Pasados los años los astros se fueron, Gregory Peck ha muerto, siento su silencio...
No se por qué te hablo cosas que ya fueron; pero fui feliz, me enamoré de él sin saberlo.
A la nana nana, duérmete mi niña, los astros del cielo acompañen tu mente, las hadas,
Los gnomos, los bosques, las fuentes...
Que el paso del tiempo no cambia los seres,
Sólo la mentira, espesa capa silenciosa, envuelve y fustiga los ecos, las mentes.

Cartas a Andrea, de Ana Duart, editado pelo Grupo Editorial Universitario, Espanha, 2004, 99 págs.

quarta-feira, julho 27, 2005

Nick Hornby

O "nosso" Astianax já se cruzou com as mais recentes edições de livros de Nick Hornby em Portugal.

Radicalmente diferentes, Um Grande Salto é a tradução do seu último romance, A Long Way Down, em que quatro estranhos se encontram no topo de um edifício, no qual procuravam a privacidade necessária para cometer suicídio...

Em 31 Canções, tradução de 31 Songs, podemos mais uma vez entrar no mundo musical do autor, conhecendo as músicas que o têm acompanhado ao longo dos anos e notas pessoais sobre os cantores e as bandas.

Passem pel'O Bairro do Amor, e aguardem pela visita de Nick Hornby ao giradiscos.

terça-feira, julho 26, 2005

Causas comuns

Ontem, uma reportagem da SIC Notícias alertou-me para o perigo bem real de os jornais O Comércio do Porto e A Capital virem a ser encerrados a muito curto prazo. Esta notícia surge pouco tempo depois da saída de Luís Osório do cargo de director d'A Capital. Neste artigo do DN pode ler-se que a aposta da Prensa Ibérica «é na informação local, como O Comércio do Porto».

Talvez. Curioso então que a frase de apresentação a este grupo editorial (que para além de vários jornais espanhóis, controla também a editora Alba), presente na página inicial do seu site, lhe atribua «La mejor cobertura en prensa regional con la gestión más eficaz». Os funcionários dos jornais portugueses pertencentes ao grupo decerto discordarão.

Mais vale comprar um exemplar um exemplar d'A Capital de hoje e perceber porque é que as vendas têm descido:

- na primeira página, para além do óbvio destaque a Mário Soares e à sua suposta candidatura às próximas eleições presidenciais, vejo que o jornal inclui um artigo de três páginas sobre Nick Drake (uma 1ª página de um jornal generalista português a falar de Nick Drake?!);

- a página 2 traz uma pequena ficção de Gonçalo M. Tavares (Ficções do Senhor Kraus, na sequência do senhor Brecht ou de Klaus Klump);

- nas páginas 4 e 5 podem ler-se cinco colunas de opinião, incluindo a de Mário Cordeiro;

- na página 6 só se lêem blogs: A Arte da Fuga, Abrangente, Causa Liberal, O Jumento, Diário Ateísta e Grande Loja do Queijo Limiano (blogues? o que é isso?);

- «Soares admite um combate positivo e com ideias», «"Secreta" israelita sob suspeita", «Cabo Verde está próximo da UE», «O descanso do guerreiro» (ou à descoberta do caminho de Lance Armstrong);

- uma página 26 só para falar de xadrez;

- uma foto de página inteira para Nick Drake, seguida de um excelente artigo sobre o músico inglês, falecido em 1974;

- na última página, mais dois artigos de opinião, de Daniel Sampaio e de Jacinto Lucas Pires, e sim, nenhum jogo de Sudoku à vista.

Não, não chego lá... É melhor comprar a edição de amanhã e tirar as dúvidas.


P.S.: A presença de vários escritores e a ligação à editora Alba, fazem a ponte entre este artigo e o mundo dos livros. No fundo, tudo isto é literatura.
E a morte de um jornal é demasiado marcante para que simplesmente deixemos que isso aconteça à nossa frente.

Book mess

«And feast your eyes on this! A pile of books left out on the dresser. Oh the horror!

Seriously, he gets really irritated by these types of things. He’s so mental. Yesterday I had a few of these “messes” about, and the kids had some toys and dishes in the living room. Get a grip!! Did he not know what type of girl he was marrying when he hopped into the passenger side of my light blue Chevy Spectrum (whose name was Paco, by the way), on our first date and had to move various empty food containers, books, CD’s and papers to sit down??»

Isto faz-me lembrar qualquer coisa...

sexta-feira, julho 15, 2005

Dennis Lehane

Após vários anos arredado da literatura policial, que me acompanhou muitas vezes em longínquos outroras, eis que retorno ao género pela porta maior: Dennis Lehane.

Na feira do livro, com a chancela e a simpatia habituais da Difel/Gótica, adquiri dois livros escritos por este senhor: Shutter Island e Mystic River (Ganda filme!!!!!)

Tendo, quase por completo, "desaprendido" a ler mistérios intrincados, fiz umas viagens... acidentadas, literalmente... de comboio, e passei os olhos por Shutter Island. Acho que posso garantir que, ultimamente, poucos livros me agarraram logo pelos colarinhos desde o início. E quem me conhece diz que não sou moço de pouca leitura... Pois bem, livro devorado até à medula! Com paisagens deslumbrantes como pano de fundo. Mesmo assim, olhinhos e atenção presas ao livro.

As personagens são todas muito fortes, não se nota uma vacilação de coesão em qualquer uma delas, tornam-se rapidamente "reais". E sente-se o livro com todos os sentidos.

A história é inteligente, as pistas são inteligentes (no final do livro lá surgirá a proverbial pancadinha na testa: "Como é que eu não tinha percebido???". É que faz sentido!! Mesmo!!), e Lehane um verdadeiro escritor. Noto que a riqueza textual, verbal e metafórica é igualmente bastante elevada, não se limitando este livro a ser mais uma boa trama policial enredada em frases feitas e dejá-vus literários. Não é mesmo. Trata-se de um livro que é absolutamente capaz de captar os leitores menos atentos a este género de literatura.

Quanto a Mystic River... mesmo depois de se ter visto o filme, ou precisamente por causa disso, o enredo faz todo o sentido. Percebem-se as motivações mais profundas de Jimmy, Sean e Dave, bem como de todos os outros. As pistas indicam uma direcção lógica, e as derivações que surgem são igualmente muito lógicas e altamente prováveis. Novamente, personagens literárias excelentes.


A ler avidamente. Ambos e o resto da obra do autor, que já se encontra na minha lista de "os a seguir".

Uma falha apenas a apontar, e já recorrente: a tradução. Nada se traduz literalmente, e apesar de o exemplo destes livros não ser dos piores, nota-se que, de vez em quando, é necessário imaginar como estaria escrito o original. Não borra a pintura, mas deixa umas dedadas...


P.S. As minhas leituras de policiais da meninice e adolescência foram Sir Arthur Conan Doyle, Agatha Christie, Ellmore Leonard e James Ellroy. Não pretendo fazer nenhuma comparação, especialmente com o primeiro destes autores, mas sinto que estamos perante um futuro autor de culto do género: o rapaz nem 40 anos tem!


Até breve. Boas leituras e um óptimo Verão!!!

quarta-feira, julho 13, 2005

Bibliomania: The Big Book of Big Little Books

«In the thirties and forties a new breed of comic book hit the stands -- the wonderfully chunky little picture books known as Big Little Books. Spiffy miniature hardcovers that fit in the palm of your hand, they told thrilling adventure stories and featured an action-packed illustration on every other page. Now valuable collectors items, Big Little Books are highly sought after by designers, artists, and nostalgia buffs. The Big Book of Big Little Books reproduces jacket art and illustrations from all the classics and tells the history of their most sensational stars, including Buck Rogers, Dick Tracy, Betty Boop, and Mickey Mouse. Covering all the genres, from science fiction to detective mysteries, from humor to the high seas, The Big Book of Big Little Books is a golden opportunity to witness the fabulous graphic design of the thirties and forties, and a special treat for the millions who love comics.»

P.S.: Noutros tempos, o pilha tinha algumas secções temáticas (como as dedicadas ao cinema e à tradução), com posts regulares, mas que caíram um pouco no esquecimento, com a falta de tempo para nelas investir. Hoje tento recuperar esse espírito. Este é o primeiro de uma nova série intitulada Bibliomania, dedicada a uma das minhas paixões, livros sobre livros. Como sempre, a casa está aberta a sugestões.

Boas férias :)

segunda-feira, julho 04, 2005

«- Somos pobres porquê? -, perguntou a criança.»

«- Escuta, pequeno, vai-te sentar num canto e deixa-me trabalhar. Se somos pobres é porque Deus nos esqueceu, meu filho.
- Deus! -, exclamou a criança. - E quando se lembrará ele de nós, meu pai?
- Quando Deus esquece alguém, é para sempre.»

Aqui ao lado, no Letras À Solta, um velho conhecido do pilha volta à mesa de leitura.

domingo, julho 03, 2005

Inquérito literário

Não sou mesmo nada pontual nesta coisa dos inquéritos, mas como sou teimoso, cá vai.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
«Na penumbra, uma página se abriu, como uma pluma de neve, as palavras delicadamente traçadas na superfície branca. Na confusão, Montag apenas teve um segundo para ler uma linha, mas essa linha brilhou no seu espírito durante todo o minuto seguinte, como marcada a ferro em brasa: O tempo adormeceu sob o sol da tarde

Já alguma vez ficaste apanhadinho por uma personagem de ficção?
Decerto que sim...

Qual foi o último livro que compraste?
Deve ter sido As Cabeças Trocadas, de Thomas Mann.

Qual foi o último livro que leste?
The State of Poetry, de Roger McGough (é só descer um bocadinho, até dia 18 de Junho).

Que livros estás a ler?
A Morte em Veneza, de Thomas Mann;
e mais uns quantos que estão por cima das pilhas neste momento.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
A Montanha Mágica, de Thomas Mann;
Ulisses, de James Joyce;
Guerra e Paz, de Lev Tolstói;
Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski;
Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.

A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Como perdi o rasto a quem já respondeu, quem quiser pegar na deixa faça favor de picar o ponto na caixa de comentários aqui em baixo.

quarta-feira, junho 29, 2005

Convite

Hoje o convite é para uma conversa e para um copo de chá. Se passarem por lá, digam que vão daqui.

terça-feira, junho 28, 2005

Zapping: esferovite

«três coisinhas que eu tinha para te dizer

comboios, toda a minha vida foram comboios com hora marcada, uns minutos de espera no café da estação, a inspecção, solene e comedida, dos outros passageiros no cais de embarque, um jornal na mão, o do dia, e a mala cheia de livros, pesadíssima. comboios, toda a minha vida, a pedir com licença à pessoa sentada ao lado para ir à casa de banho, para comprar qualquer coisa no bar.
(...)»


«Eu vou estar lá!

Caros amigos e leitores,

Na próxima semana vamos ter o lançamento nacional da revista Sítio, uma revista cujo o editor principal sou eu! Neste primeiro número, a revista conta com as colaborações de Alexandra Monteiro, Ana Beatriz Guerra, André Trindade, Arnaldo Antunes, Daniel Silva, Eduíno de Jesus, Fabiana Lopes, Herbert Farias, Golgona Anghel, Löis Lancaster, Mariana Matta Passos, Miriam Luz, Onésimo Teotónio de Almeida, Paulo Toledo, Ricardo Coxixo e Xavier Queipo. A coordenação e edição é minha, a concepção gráfica e paginação da Ana Almeida, a revisão da Susana Morais.

Para assistir aos lançamentos da revista Sítio, vais ter que estar na:

- Livraria Almedina, Atrium Saldanha, Lisboa
Terça-feira, 28 de Junho, pelas 19 horas

- Livraria Livrododia, Torres Vedras
Terça-feira, 12 de Julho, pelas 18 h e 30 minutos.

- Livraria Almedina, Arrábida Shopping, V.N. Gaia
Quinta-feira, 14 de Julho, pelas 21 horas.»

(textos da autoria de Luís Filipe Cristovão, do blog esferovite)

domingo, junho 26, 2005

Zapping: Forum

O pilha saúda o nascimento de um novo blog, com o carimbo de qualidade George Cassiel:

«Este Blog embarca num novo projecto.
George Cassiel convidou um conjunto de amigos a escrever sobre literatura, edição, poesia... sobre o mundo dos livros.
E eles aceitaram!
Em breve surgirão aqui os primeiros textos.
Não percam.»

terça-feira, junho 21, 2005

ANIQUILAÇÃO - Imre Kertész

"Morrer é fácil
a vida é um enorme campo de concentração
que Deus construiu na terra para os homens
e que o homem aperfeiçoou
em campo de extermínio do homem
Ser suicida é tão-só
enganar os guardas
fugir desertar rir
na barba dos que ficaram
Neste grande lager da vida
em que nem para fora nem para dentro e nem para a frente nem para trás
de vidas suspensas
neste mundo infame envelhecendo
sem que o tempo avance...
aqui aprendi que a revolta é
FICAR VIVO
A grande insubmissão é
vivermos até ao fim
e também a grande humildade que
juntos devemos a nós mesmos
Único meio respeitável para
o suicídio é a vida
ser suicida é o mesmo
que dar continuidade à vida
de novo começar todos os dias
de novo viver todos os dias
de novo morrer todos os dias" - págs. 44 e 45

B., escritor húngaro, nascido nos últimos dias de Auschwitz, suicida-se aos 40 anos sem razão aparente. Keserü, seu editor e amigo, lança-se então na tarefa de reunir todo o seu espólio, e na busca incessante do que ele acredita ser o grande romance da vida de B., confundindo esta demanda com a sua própria existência.

Aniquilação, de Imre Kertész (tradução de Ernesto Rodrigues), 2003, Ulisseia, 88 págs., pvp: 7.99€





Imre Kertész caracteriza habilmente a geração húngara do pós-guerra, do pós-Auschwitz, uma geração poupada ao horror da guerra, mas forçada a viver no mundo que esta criou.


"Mas eu acredito na escrita. Em mais nada, unicamente na escrita. O homem vive como um verme, mas escreve como os deuses. Antigamente, conheciam este segredo; hoje, está esquecido: o mundo compõem-se de pedaços estilhaçados, é desconexo, é um caos escuro, que tão-somente pela escrita se mantém à tona. Se tens alguma ideia acerca do mundo, se ainda não esqueceste tudo o que te aconteceu, facto é que, pelo menos, tens o teu mundo: tudo isso foi para ti criado pela escrita e continua a criá-lo, incessantemente, é o fio da aranha que mantém coesa a nossa vida, é o logos". - pág. 68

Links:
No Mundo
Answers.com

sábado, junho 18, 2005

Senhoras e senhores, Roger McGough

New Poem

So far, so good


Writer's Block

The excitement I felt
as I started the poem
Disappeared on reaching
the end of the fourth line.


The Concise Guide for Travellers

1) For covering long distances travel is a must.

2) Destinations are ideal places to head for.

3) By the time you get there abroad will have moved on.

4) If you cross the equator go back and apologize.

5) If you meet an explorer you are lost.


Pode ler-se, numa página do British Council, que «Roger McGough é um dos mais populares poetas vivos do Reino Unido. Ele tem sido extremamente importante em tornar a poesia acessível e relevante tanto para o público infantil como adulto», e o mesmo pode confirmar-se viajando um pouco pela net. No entanto, a primeira vez que me cruzei com ele foi há poucos dias atrás, após ter encontrado este The State of Poetry.

Este livro está inserido na colecção que a Penguin editou para comemorar os 70 anos da editora. Com um preço de venda ao público de apenas 2,50€, estes pequenos livros (de poucas dezenas de páginas cada um) trazem-nos verdadeiras preciosidades da literatura mundial, introduzindo alguns autores desconhecidos para muitos de nós, mas incluindo também contos de autores como Franz Kafka e Gabriel García Márquez. Podem consultar todos os títulos aqui, e adquiri-los nas livrarias que aderiram a esta campanha.

Já agora, Roger McGough não tem qualquer livro editado em Portugal.

sexta-feira, junho 17, 2005

Os blogs em volta

Hoje há duas notícias que trazem os blogs e a Almedina intimamente ligados.

Realiza-se hoje, na Livraria Almedina do Atrium Saldanha, um debate intitulado Blografias: Os Blogs em Volta, com início marcado para as 18h00.

Este debate tem também como objectivo apresentar alguns livros directamente relacionados com o fenómeno dos blogs:


Esses Dias - HenryKiller.Blog, de Vitor Vicente, que «salvo os erros e as omissões, é o meu blog passado para o papel», diz o próprio na contracapa. O blog pode ser consultado na morada http://editoracantoescuro.blogspot.com, em que as figuras do autor e da editora Canto Escuro se confundem um pouco (ou totalmente).


Weblogs - Diário de Bordo, de Elisabete Barbosa e António Granado, editado pela Porto Editora. Este livro teve direito a um artigo no pilha em Fevereiro do ano passado, no qual escrevi:

«Com 3 capítulos dedicados às ligações entre os blogs e o jornalismo, o seu aproveitamento comercial por parte de empresas, e a sua utilização como ferramentas de ensino, conseguimos ter uma visão mais alargada deste fenómeno. Muitas vezes encarado como passageiro ou uma moda, como uma simples ferramenta para todos aqueles que não têm muitos conhecimentos em informática e que assim podem ter um diário virtual aberto a todo o mundo, podemos aqui perceber o quão diversificadas podem ser as suas aplicações.»

António Granado mantém um blog sobre jornalismo desde 2001 intitulado Ponto Media.


em nome de JESUS, do Padre Mário de Oliveira, editado pela Arca das Letras, em Abril de 2005. Este livro traz-nos os artigos (escritos entre Março e Dezembro de 2004) que o Padre Mário de Oliveira publicou no diário que mantém na internet, e que pode ser consultado nesta morada. Com mais de 20 livros publicados e uma muito activa página na internet, este é um dos elementos da Igreja Católica mais interventivos na sociedade portuguesa.


O debate contará com a presença de Mário de Oliveira, António Granado e Vitor Vicente, com a moderação de José Bragança de Miranda.


Para além desta notícia, há também outra a registar. Com o primeiro objectivo de aprofundar melhor os temas a desenvolver nas conferências realizadas nas livrarias Almedina, e de estimular à participação de todos aqueles que queiram assistir a essas actividades, acaba de nascer o blog Almedina.
Nesta primeira fase podemos ler alguns artigos associados à conversa que vai decorrer no próximo dia 29 de Junho, na Almedina do Atrium Saldanha, sobre o tema Thomas Mann e o mito d'A Montanha Mágica.

Boas leituras :)

sábado, junho 11, 2005

Feira do Livro 2005: conclusão

A Feira do Livro traz tanto de gozo como de trabalho, e nestes dias que ficaram para trás não consegui transpôr para o pilha as imagens, as letras, as sensações que a Feira provocou. Ficam estes posts que se vêem antes deste, e fica este último, em que lanço mais algumas pistas, para a descoberta das Feiras que acabam amanhã (no Porto) e Segunda (em Lisboa).

Destaques em Lisboa:

Wolverine - Jogo Sangrento, da Devir, pvp: 6,50€, Livro do Dia no Pavilhão 16 Infantil











A última obra-prima de Aaron Slobodj, de José Carlos Fernandes, da Devir, pvp: 16,00€, Livro do Dia no Pavilhão 17 Infantil







Na Terra dos Sonhos, de Jorge Palma, das edições quasi, pvp: 21,00€, Livro do Dia no pavilhão 166

sexta-feira, junho 03, 2005

Colheita Feira do Livro 2005

«O Atlas de Música, agora, finalmente, traduzido em português, foi publicado pela primeira vez em 1977, sucessivamente reeditado na Alemanha e traduzido e editado em inúmeros países, da China à Espanha, tornando-se a grande obra de referência na especialidade. A presente edição portuguesa, coordenada por dois especialistas da Universidade Nova de Lisboa, reproduz a edição alemã de 2002, revista e actualizada.»
(da contra-capa)

«O conceito de música provém do termo grego musiké(...), através do qual a Antiguidade Grega designava, no início as artes das musas, poesia, música e dança, como uma unidade e, mais tarde, a arte dos sons. Na história da música, foram-se renovando constantemente as relações desta última com a língua e a dança (canção, ballet, ópera, etc.). Por outro lado, na música instrumental desenvolveu-se um fenómeno musical autónomo, na medida em que ela não se relaciona estreitamente com acontecimentos extramusicais (ao contrário do que acontece com a música programática).

A música contém dois elementos: o material acústico e a ideia intelectual. Estes não coexistem apenas como forma e conteúdo, mas combinam-se, na música, para formar uma imagem una.»
(da Introdução)

Atlas de Música I, de Ulrich Michels (revisão técnica e científica: Adriana Latino e Gerhard Doderer), da Gradiva (Pavilhões 91, 92 e 95 em Lisboa; C-2/4 no Porto), 1ª edição (Dezembro 2003), pvp: 29,50€



«Toda a gente me inveja
porque ando contigo nos braços...

Tu que pareces um perfume desenhado de mulher
vestida de pólen
e dois olhos que são dois instrumentos modernos
a auxiliarem a melodia do jazz...

Tu que rodopias, leve,
no desdobrar de seda
que paira neste vento de música
que só as pétalas entendem...

Tu que...
_________(Ah! tu que me pesas nos braços
como se trouxesses um esqueleto de lágrimas
e uma bola de metal no coração
ferrugenta do meu remorso.)»
(de José Gomes Ferreira) (pág.29)


Poezz - Jazz na Poesia em Língua Portuguesa, de Vários Autores (Selecção e Textos de José Duarte e Ricardo António Alves), da Almedina (Pavilhões 36 e 37 em Lisboa; I-6 no Porto, 1º edição (Maio de 2004), pvp: 20,00€


P.S.: Com estes posts da Colheita Feira do Livro 2005, trago até aqui uma pequena apresentação dos livros que desde 25 de Maio têm vindo a percorrer o caminho que se faz do Parque Eduardo VII até às minhas estantes (e pilhas), lançando assim pistas para o muito que lá há para descobrir. Até 13 de Junho a Feira espera por todos nós.