«- Como posso eu encontrar-me sob prisão? E desta maneira, quem pode estar?
- Cá o temos agora a recomeçar - disse o guarda enquanto molhava uma fatia de pão no pequeno boião de mel. - Nós não respondemos a esse género de perguntas.
- Vão ter de responder - disse K. - Aqui estão os meus documentos, mostrem-me agora os vossos e antes de tudo, o mandato de prisão.
- Ó meu Deus! - disse o guarda. - Como é incapaz de adaptar-se à situação e parece determinado a irritar-nos inutilmente, a nós que, entre todos os outros, somos sem dúvida os mais próximos de si!» pág.10
Em 1925, um ano depois da morte do seu autor, era publicado O Processo. Quase 80 anos depois, é uma das obras mais lidas e divulgadas de Franz Kafka.
Já com várias edições em Portugal, o Público trouxe-nos hoje mais uma, directamente para os quiosques de jornais. Aproveitanto a tradução de João Costa e Delfim de Brito para a Guimarães Editores, este é o nº 91 da colecção Mil Folhas, e também o 1º da anunciada última série de livros (desta vez com apenas 10 volumes) que este diário trouxe até ao grande público, a um preço reduzido.
O Processo, de Franz Kafka (trad. João Costa e Delfim de Brito), edição Público, colecção Mil Folhas nº91, Janeiro de 2004, 287 pág., pvp: 4,20€
Esta obra de Kafka já conheceu (pelo menos) 2 adaptações ao cinema:
Em 1962, Orson Welles realizou e escreveu a adaptação de Le Procès, em que Anthony Perkins representa Josef K.
Em The Trial, de 1993, é a vez de Kyle MacLachlan ser Josef K., na companhia de Anthony Hopkins. Realizado por David Hugh Jones, o argumento foi escrito por Harold Pinter.
A
Editado pela
A publicação em Portugal de
Daniel Clowes
Apresentação do livro As Constituições dos Estados de Língua Portuguesa, organizado por Jorge Bacelar Gouveia, da
Traço de Giz, de Miguelanxo Prado, Meribérica/Liber, 64p.
Não sei se interessa ou não, mas como se diz por estes dias, eu hoje vou ler (e devorá-lo no fim-de-semana) «A tua cara não me é estranha», que a Assírio & Alvim teve a gentileza de trazer até nós, com a preciosa colaboração de Helder Moura Pereira.
Originalmente editado em 1955, The Talented Mr. Ripley foi um dos primeiros livros publicados por Patricia Highsmith (o 1º foi Strangers on a Train, em 1950, também ele adaptado ao cinema, por Alfred Hitchcock) e provavelmente aquele que mais fama lhe touxe. Editado em Portugal pela Europa-América, a última edição (2ª, de 02/2000) traz já na capa uma fotografia ilustrativa do filme.
Editado em Portugal pela Presença, aqui fica a
Os Homens Esquecidos de Deus, de
«Não existe um autor vivo que tenha descrito de forma mais pungente e implacável a vida daqueles que, no género humano, compõem a grande multidão submersa...», disse Henry Miller, após introduzir a obra de Albert Cossery nos Estados Unidos da América, em 1940. Originalmente publicado em 1927, este foi o seu primeiro livro, e é impossível ficar-lhe indiferente. São 5 contos em que a miséria nos é apresentada duma forma a que não estamos habituados, de tão cruel - «Era um dia como os outros: lento, feroz e esfomeado de vítimas humanas.» pág. 84 -, de tão ilusória. Chega-se ao fim e fica um sabor amargo na boca, mas ainda assim uma esperança, porque estes personagens são sobreviventes. Podem não controlar os rumos do mundo, ou muitas vezes até os seus próprios, mas continuam. Em busca de um futuro menos atroz.
Apresentação da colecção "Cadernos de Reportagem", dirigida por José Vegar e editada pelas Publicações Dom Quixote. Até agora foram publicados 3 títulos: O Estrago da Nação, de Pedro Almeida Vieira; Olhem Para Mim - Geração Modelo, de Fernanda Câncio; e A Nuvem de Chumbo - O Processo Casa Pia na Imprensa, de Nuno Ivo e Oscar Mascarenhas. A apresentação será do jornalista José Pedro Castanheira, numa sessão que decorrerá a partir das 21h30, na Sala Algarve da Sociedade de Geografia de Lisboa.
Apresentação pública de A Criminalidade Organizada Transnacional - A Cooperação Judiciária e Policial na UE, de João Davin, da
O fim de todas as imagens, ou como a a investigação de Filipe Seems chega ao fim, com
Se os livros têm esse poder de fascínio irresistível para tantos de nós, que tal um chamado "Os Livros"? E se lá dentro encontrarmos poesia? Manuel António Pina escreveu, a Assírio & Alvim editou.
Diz-se que Oscar Wilde se referiu a